Ciro Gomes confirma disparos de arma de fogo em seu irmão, Cid

Senador do PDT foi baleado em um protesto de policiais militares em Sobral, no Ceará. Segundo ex-ministro, Cid Gomes não corre risco de vida

Por O Dia

Ciro Gomes
Ciro Gomes -
Ceará - O ex-ministro e candidato à presidência pelo PDT nas eleições de 2018, Ciro Gomes, confirmou que seu irmão, o senador Cid Gomes, foi atingido por dois disparos de arma de fogo na tarde desta quarta-feira, em um protesto feito por policiais militares em Sobral, no Ceará. 
De acordo com uma publicação feita em suas redes sociais, as balas não atingiram órgãos vitais e Cid não corre risco de vida. O senador passa por estabilização no Hospital do Coração de Sobral e será transferido para a Santa Casa de Misericórdia de Sobral.
Desde o final do ano passado, policiais militares do Ceará reivindicam um aumento salarial de 35%. O governador do Estado, Camilo Santana (PT), já havia acordado um aumento de 4,8%, de forma fracionada, mas o anúncio não agradou a categoria, que segue realizando atos e protestos. Por lei, policiais militares são proibidos de fazer greve.
Governador pede ajuda
Camilo Santana anunciou, nesta quarta-feira, ter solicitado ao governo Jair Bolsonaro o apoio de tropas para reforçar a segurança no Estado, após quatro batalhões da Polícia Militar serem atacados. Os ataques foram feitos por pessoas encapuzadas, mas há suspeita de que os responsáveis sejam policiais.

Segundo Santana, as ações foram feitas por homens mascarados que seriam "alguns policiais" e "mulheres que se apresentam como esposas de militares. O secretário de Segurança Pública do Ceará, André Costa, informou que três policiais militares foram presos em flagrante por estarem furando pneus de viaturas em Fortaleza, enquanto um oficial foi conduzido à delegacia em Juazeiro do Norte por estar com um capuz no bolso e armado.

Outros 261 policiais estão sendo investigados por suspeita de participação nas ações. "Temos, sim, grupos dentro da Polícia Militar que têm praticado crimes militares e atos de vandalismo. Com essas pessoas, o Estado vai agir com todo o rigor que a lei prevê. Não toleraremos nenhuma dessas condutas e vão responder por motins, por revolta, insubordinação. Eles serão retirados da folha salarial da polícia militar e não receberão salário daqui em diante", disse o secretário.

Os ataques teriam ocorrido por falta de um acordo entre o governo do Estado e os policiais e bombeiros sobre o reajuste salarial. De acordo com o representante das categorias da segurança pública na Assembleia Legislativa do Ceará, o deputado Soldado Noelio (PROS), muitos policiais se manifestam com o rosto coberto. "Não temos como afirmar quem é o responsável por essas ações de vandalismo. Eles estão cobrindo os rostos, temendo punições por parte do governo", completa. Os policiais também optaram por não se pronunciar sobre os movimentos de paralisação.

Na Assembleia Legislativa, uma CPI foi protocolada para avaliar supostas irregularidades cometidas pelas associações que representam os agentes da segurança pública do Ceará e que ocasionaram essas paralisações. De acordo com o Ministério Público, 12 entidades serão investigadas. Nos últimos seis anos, elas receberam R$ 126,7 milhões de reais, mas apenas R$ 65 milhões foram movimentados.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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