Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde - MArcello Casal Jr/Agência Brasil
Luiz Henrique Mandetta, ministro da SaúdeMArcello Casal Jr/Agência Brasil
Por O Dia
Brasília - Após o primeiro caso de covid-19 em um índia ser confirmado no Brasil - a paciente é uma jovem de 20 anos, da etnia Kokama, no estado do Amazonas -, o Ministério da Saúde decidiu criar um comitê de crise nacional para o monitoramento do avanço da pandemia nas comunidades indígenas no país. Nesta quinta-feira, a portaria foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).
De acordo com o documento assinado pelas autoridades políticas, o comitê será composto por outros 35: um central, formado por membros da Secretaria especial de saúde indígena; e os distritais, representantes dos 34 distritos sanitários especiais de índios. A portaria ainda estabelece que haja, pelo menos, uma reunião por dia, presencialmente ou por videoconferência.
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A decisão visa conter a propagação do novo coronavírus nas regiões onde se encontram aldeias indígenas, que possam não ter as informações completas sobre a prevenção à covid-19. Muitas delas, inclusive, contêm etnias que nunca foram sequer vacinadas, o que agrava a situação.
A falta de alimentos nas tribos também é um obstáculo para os índios, que precisam se abastecer com doações ou compra de mantimentos fora das aldeias. Porém, a pandemia fez com que a Fundação Nacional do Índio (Funai) suspendesse, desde o dia 18 de março, as autorizações de entrada em terras indígenas.
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