Bolsonaro: na semana que vem, se não começar volta a emprego, vou tomar decisão
Entre as alternativas, Bolsonaro sugeriu 'numa canetada' autorizar o retorno às atividades dos comerciantes, que, segundo o presidente, 'levaram uma paulada no meio da testa com as medidas tomadas por alguns governadores'
Cada vez mais isolado, Bolsonaro vai enfrentar mais dura apuração sobre sua postura como presidenteIsac Nóbrega/PR
Por O Dia
Brasília - O presidente Jair Bolsonaro reforçou que as questões do "vírus e desemprego não podem ser tratadas de forma dissociada" no Brasil e defendeu o afrouxamento das regras de quarentena. Segundo o presidente, se a partir da próxima semana "não começar a voltar o emprego, vou ter de tomar uma decisão".
Entre as alternativas, Bolsonaro, em entrevista à rádio Jovem Pan sugeriu "numa canetada" autorizar o retorno às atividades dos comerciantes, que, segundo o presidente, "levaram uma paulada no meio da testa com as medidas tomadas por alguns governadores". "Eu tenho um projeto de decreto pronto para ser assinado, se for preciso, que considera como atividade essencial toda aquela indispensável para levar o pão para casa todo dia", afirmou o presidente.
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Presidente cumprimenta populares e fala à imprensa no Palácio da Alvorada nesta segunda-feira
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(Brasília - DF, 25703/2020) Presidente da República Jair Bolsonaro, durante coletiva de imprensa ao lado do Presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, do Presidente da Caixa Pedro Guimarães e do Presidente do BNDES Gustavo Montezano..Foto: Marcos Corrêa/PR
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Presidente Jair Bolsonaro levou uma caixa de hidroxicloroquina para a reunião do G-20
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Bolsonaro diz que usou nome codificado para fazer exame e teste para covid-19
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Presidente da República, Jair Bolsonaro e ministro da Saúde, Henrique Mandetta
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Presidente da República, Jair Bolsonaro
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Segundo o presidente, "enquanto o Supremo ou o Legislativo não suspender os efeitos do meu decreto, o comércio vai ser aberto. É assim que funciona". Bolsonaro ainda disse que não montou um Ministério "colado" ao Legislativo e descartou que os militares possam atuar na reabertura do comércio.
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O presidente voltou a pedir que os governadores e prefeitos revejam as posições sobre o isolamento. "Mais prudente seria abrir de forma paulatina o comércio a partir da próxima semana", disse o presidente.
Bolsonaro defendeu que as políticas de isolamento podem levar ao aumento do número de mortes por causa das políticas de quarentena. "Quando você isola e leva ao desemprego, junto do desemprego vem a subnutrição, o organismo fica mais debilitado. Essa pessoa vai ficar mais propensa a contrair um vírus - esse próprio aí, o coronavírus -, que terá uma letalidade até maior", defendeu o presidente. "Entre morrer de vírus e uma parcela maior que poderá morrer de fome, depressão e suicídio, há uma diferença muito grande", disse.