Presidente Jair Bolsonaro (E) avalia substituto de Nelson Teich (D) para o cargo de ministro da Saúde - Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Presidente Jair Bolsonaro (E) avalia substituto de Nelson Teich (D) para o cargo de ministro da SaúdeMarcello Casal Jr/Agência Brasil
Por ESTADÃO CONTEÚDO
Brasília - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, que o País enfrenta "duas doenças", o novo coronavírus e o desemprego. "A ideia desse novo ministro (da Saúde, Nelson Teich) é atacar os dois problemas", disse, à CNN Brasil. Para o presidente, é preciso "enfrentar o vírus" e não ficar dentro de casa.

Bolsonaro disse ainda que com a demissão de Luiz Henrique Mandetta, do Ministério da Saúde, anunciada hoje, outros nomes devem ser indicados para a pasta. "Muita gente vai sair com o Mandetta agora", disse. Segundo Bolsonaro, as indicações serão feitas tanto pelo presidente quanto por Nelson Teich, o novo chefe da pasta.

Questionado sobre se o deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) teria algum cargo no Ministério, o presidente apenas comentou gostar do ex-ministro e que conversa com eles todos os dias.
Presidente critica isolamento
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Bolsonaro voltou a citar as medidas de isolamento adotadas por governadores e prefeitos em pronunciamento nesta quinta-feira. "Em nenhum momento eu fui consultado por medidas adotadas por grande parte de governadores e prefeitos", disse.
As divergência sobre as orientações de distanciamento social foram um dos motivos que levaram à demissão do agora ex- ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta. A exoneração foi anunciada hoje e quem assume o cargo agora é o oncologista Nelson Teich.
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Durante o pronunciamento, o presidente afirmou que as medidas de isolamento afetam, principalmente, as pessoas mais humildes, que não podem ficar em casa por muito tempo. Ainda, que empregos com carteira assinada também estão sendo destruídos. "Nos preocupamos para que essa volta à normalidade chegue o mais breve possível".
Bolsonaro declarou ainda que quem tem poder de decretar estado de defesa e de sítio é o presidente e não prefeitos ou governadores. "Excesso não levará à solução do problema, pelo contrário, agravará", declarou. O presidente também destacou que qualquer problema futuro por conta de medidas tomadas por governos locais não pode ser colocado na conta do governo federal.