
Sem máscara, Bolsonaro ficou durante cerca de uma hora na rampa da sede do Poder Executivo conversando com seguranças e acenando para apoiadores que começavam a se juntar à grade e que passavam em frente ao Planalto. Acompanhado do deputado Hélio Lopes (PSL-RJ) e seguranças, Bolsonaro desceu a rampa e conversou com populares. O presidente se manteve atrás das grades e não teve contato físico com apoiadores.
Aos populares, Bolsonaro voltou a criticar o isolamento social e afirmou que medidas impostas por governadores causam efeitos negativos na economia do País. O presidente também citou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconheceu competência de Estados, Distrito Federal e municípios em regras de isolamento.
"Vai faltar dinheiro para pagar servidor público. O Brasil está mergulhando no caos. Quero crer que não seja apenas uma vontade desses políticos, que não vou nominar aqui, querer abalar a Presidência da República. Não vão me tirar daqui", disse enquanto apoiadores gritavam contra o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Antes de subir, o presidente recebeu um quadro de Jesus entregue por grupo composto por religiosos contrários ao aborto.
Do Planalto, Bolsonaro seguiu para o Setor Militar Urbano (SMU) de Brasília, onde encontrou com o ministro da Casa Civil, Braga Netto. Os dois conversaram por alguns minutos reservadamente. Diferente de outras ocasiões, Bolsonaro não cumprimentou as pessoas com apertos de mãos e evitou contato com apoiadores que se aproximaram para tirar fotos.
O presidente ainda desceu no meio da Praça dos Três Poderes. Bolsonaro comprou um picolé de um vendedor e posou para mais fotos. Ao chegar no Alvorada, Bolsonaro evitou a imprensa e falou apenas com populares. Questionado sobre a sua relação com Maia, Bolsonaro desconversou e disse que mantinha um relacionamento apenas com a "Dona Michelle", em referência à primeira-dama.






