'Chegou o Comunavírus': Ernesto Araújo diz que quarentena faz parte de plano para impor comunismo no mundo

Ministro das Relações Exteriores também comparou medidas de isolamento social a campos de concentração nazistas e criticou o filósofo esloveno Zlavoj Zizek em seu blog

Por O Dia

Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo
Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo -
Rio - O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, publicou em seu blog, na madrugada desta terça-feira, um texto chamado "Chegou o Comunavírus", onda ataca o filósofo esloveno Zlavoj Zizek, cita George Orwell, compara o isolamento social a campos de concentração nazistas e diz que a quarentena faz parte, na verdade, de um plano secreto para impor o comunismo no mundo.
O chanceler também fez críticas à China e consentiu com governos ditatoriais, desde que tenham "um rosto e uma bandeira". 
"No pensamento de Zizek, à custa da destruição dos empregos que permitem a sobrevivência digna e minimamente autônoma de milhões e milhões de pessoas, ao preço do desmantelamento de sua liberdade e de seu sustento, se atinge um mundo 'em paz consigo mesmo'. O comunismo sempre afirmou que seu objetivo é a paz e a emancipação de toda a humanidade. Aí, numa cidade deserta, sem emprego, sem vida, onde cada um é prisioneiro em seu cubículo, sob a supervisão de uma autoridade suprema que nem sequer é o governo do seu próprio país (que por mais ditatorial que seja ainda pelo menos tem um rosto e uma bandeira), mas uma agência global anônima e inatingível, aí está a configuração perfeita da paz e da emancipação comunista", afirmou ele.
Ao escrever contra as medidas de isolamento social, o ministro também citou o escritor George Orwell, autor do clássico "1984", e criticou as correntes de solidariedade que estão se formando pelo mundo como resposta às consequências da pandemia: "O objetivo não é debelar a doença, e sim utilizá-la como escada para descer até o inferno, cujas portas pareciam bloqueadas desde o colapso da União Soviética, mas que finalmente se reabriu. Tudo em nome da 'solidariedade', claro, do mesmo modo que no universo de 1984 de Orwell a opressão sistemática fica a cargo do 'Ministério do Amor'. Quem quiser defender suas liberdades básicas, quem quiser continuar vivendo num Estado-Nação, estará faltando com o dever básico de 'solidariedade'."
O ministro também comparou o isolamento social aos campos de concentração nazistas: "O que diferencia este novo mundo do campo de Auschwitz é que agora se fará bom uso desta horrível mentira que perverte e humilha dois valores sagrados da humanidade, o trabalho e a liberdade. Os comunistas não repetirão o erro dos nazistas e desta vez farão o uso correto. Como? Talvez convencendo as pessoas de que é pelo seu próprio bem que elas estarão presas nesse campo de concentração, desprovidas de dignidade e liberdade".
Ao final do texto, Araújo critica ainda o "alarmismo climático", a "ideologia de gênero", o "politicamente correto", o "imigracionismo", o "antinacionalismo" e o "cientificismo", afirmando que a pandemia do coronavírus representa a "exponencialização" do "projeto globalista" no mundo.
O Itamaraty foi procurado para comentar o texto do ministro, mas não retornou até o fechamento desta matéria. O espaço está aberto para manifestações.

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