'Impeachment não é problema, mas solução', diz ex-diretor do Banco Central

Alexandre Schwartsman acredita que a saída de Moro pode enfraquecer o apoio político ao governo

Por ESTADÃO CONTEÚDO

Alexandre Schwartsman
Alexandre Schwartsman -
Se avançar, a discussão do impeachment do presidente Jair Bolsonaro, atualmente, seria melhor para o mercado e para as perspectivas da economia do que a manutenção do atual dinâmica de Brasília, com o presidente criando uma nova crise por semana em meio ao avanço da pandemia do novo coronavírus (covid-19). Essa é a opinião do economista Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central (BC).

"O impedimento de Bolsonaro não seria um problema, mas uma solução", afirma.
Para o economista, a saída de Sergio Moro pode enfraquecer o apoio político ao governo, já que boa parte dos simpatizantes de Bolsonaro tinha referência na figura do ex-juiz.
"A gente já viu esse filme no passado. O presidente perde governabilidade e vira um zumbi. Mas quando o impeachment avança, o mercado já coloca isso no preço dos ativos e tudo melhora, melhoram a perspectiva da economia, as pessoas ficam mais calmas", avalia.

Para Schwartsman, Bolsonaro está criando todas as condições para o fim do governo antes de 2022.
"No meio de uma pandemia que está causando essa crise toda que estamos vendo, o presidente vai lá e arruma uma confusão monumental com o ministro mais popular que ele tem. Eu não consigo enxergar racionalidade nisso", destaca.

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