Rodrigo Maia avalia como positiva conversa com Bolsonaro e governadores

Maia voltou a dizer que a questão do congelamento dos salários é uma questão simbólica também

Por ESTADÃO CONTEÚDO

Presidente da República, Jair Bolsonaro, e presidente da Câmara, Rodrigo Maia
Presidente da República, Jair Bolsonaro, e presidente da Câmara, Rodrigo Maia -
Para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a reunião da manhã desta quinta-feira, 21, com o presidente da República, Jair Bolsonaro, e governadores foi "boa". Ele voltou a dizer que a questão do congelamento dos salários é uma questão simbólica também.

"Acho que o mais importante que é como eu tenho dito sempre, vamos ter queda de arrecadação e isso dificulta propor aumento", disse Maia. "Uma trava que apenas sinaliza para sociedade controle dos gastos públicos."

No período da manhã, em reunião por videoconferência, o Bolsonaro pediu a governadores que apoiem o veto que pretende fazer ao projeto de socorro a Estados e municípios para proibir que o funcionalismo tenha reajustes até o fim de 2021.

O presidente disse que vai sancionar o projeto "o mais rápido possível", após "ajustes técnicos".

Maia afirmou que acredita que o recurso vai chegar para Estados e municípios em breve. "Nos próximos dias ou até o fim do mês", disse. "Não vejo problema na capacidade de transferência de recurso", disse.

Bolsonaro tem até o dia 27 de maio para sancionar o socorro aos Estados e municípios, com o veto à possibilidade de aumento salarial para o funcionalismo.

O deputado disse não ter ficado surpreso que a reunião tenha corrido com tranquilidade, apesar das divergências entre os governos federal e estaduais. "Se não fizéssemos uma reunião de convergência, sinalização seria a pior possível", comentou.

Maia voltou a defender o isolamento social como forma de preservar vidas durante a pandemia. Ele disse que a queda econômica deve ser igual entre os países pelo mundo, mas "quem preservou isolamento perdeu menos vidas". "Precisamos garantir estrutura de saúde que não entre em colapso", disse.

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