Governo anuncia acordo para produção e acesso de vacina contra a covid-19 - Reprodução / TV Brasil
Governo anuncia acordo para produção e acesso de vacina contra a covid-19Reprodução / TV Brasil
Por Juliana Pimenta

O Ministério da Saúde anunciou, na manhã de ontem, um acordo com a Universidade de Oxford, no Reino Unido, e a farmacêutica AstraZeneca, para a compra e produção de até 100 milhões de doses de vacina contra a covid-19. Uma vez no Brasil, a tecnologia será trabalhada no polo tecnológico de Manguinhos, da Fiocruz, e a previsão é de que, até janeiro de 2021, 30,4 milhões de doses já estejam prontas - sendo 15,2 milhões em dezembro e o mesmo montante em janeiro. O governo federal vai desembolsar US$ 127 milhões no acordo, o que corresponde a R$ 695 milhões.

"Estamos presenciando um grande avanço. Essa vacina já está na fase três, que é fase de testes clínicos. Caso comprovada a eficácia, essa primeira leva será distribuída para priorizar a população mais vulnerável a essa doença, como os mais velhos, as pessoas com comorbidades, profissionais de saúde e agentes de segurança", disse o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros, afirmando que, na sequência, mais 70 milhões de doses serão produzidas e distribuídas pelo SUS, se a eficácia for comprovada.

De acordo com o secretário-executivo do ministério, Elcio Franco, a parceria aposta no desenvolvimento de uma das vacinas mais promissoras do mundo. 

"O acordo acontecerá em duas etapas. Em um primeiro momento, o Brasil vai importar os insumos e assumir os riscos de compra, ou seja, vai fazer o investimento mesmo sem os resultados dos ensaios laboratoriais", explicou o secretário, destacando que o risco é necessário por conta da urgência imposta pela pandemia de coronavírus.

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