Prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB) - Francisco Cepeda/Parceiro/Agência O Dia
Prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB)Francisco Cepeda/Parceiro/Agência O Dia
Por ESTADÃO CONTEÚDO
O prefeito Bruno Covas assinou nesta quinta-feira, os protocolos setoriais de cultura para o plano de retomadas conscientes de São Paulo. A cerimônia contou com representantes de diversas entidades culturais, além do presidente da Câmara, Eduardo Tuma, e o secretário de Cultura de São Paulo, Hugo Possolo.
De acordo com os parâmetros de reabertura, que já haviam sido definidos anteriormente, museus, salas de cinema, teatros, casas de espetáculos e outros equipamentos culturais retornarão às atividades presenciais somente na fase verde do Plano São Paulo, que regulamenta a quarentena em todo o estado.
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"Esse protocolo de flexibilização só é possível porque partiu de vocês [setor cultural] dialogar com a Prefeitura de São Paulo", afirmou o prefeito Bruno Covas em cerimônia transmitida à imprensa pela internet.
"É importante nesse momento de flexibilização lembrar as pessoas que ainda não é a comemoração do fim da pandemia, ainda não é o momento de retomar o nosso dia a dia", alertou ainda o prefeito.
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A próxima reclassificação do Plano São Paulo será no dia 9 de outubro, quando a capital paulista poderá ou não avançar da fase amarela para a fase verde, abrindo assim os equipamentos culturais ao público.
30% das salas de cinema do Brasil podem fechar sem reabertura.
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Um terço das 3.507 salas de cinema do Brasil correm o risco de fechar definitivamente, levando o parque exibidor do País ao patamar dos anos 1960, se não houver uma reabertura parcial. É o que afirmam Ricardo Leite Difini, presidente da Feneec (Federação Nacional das Empresas Exibidoras de Cinema) e Caio Silva, diretor da Abraplex (Associação Brasileira de Multiplex), por meio de nota enviada ao Estadão.
No comunicado, as entidades questionam a relutância do poder público para autorizar a reabertura das salas de cinema ao passo em que outros serviços de maior risco de transmissão de covid-19, como bares, restaurantes, igrejas e academias estão atualmente em funcionamento.
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Ainda segundo Difini e Silva, houve queda de 75% no faturamento dos cinemas de 2020 para 2019, com perdas de mais de R$ 2 bilhões, mas a indústria ainda é responsável por cerca de 40 mil empregos diretos no País, sendo que por volta de 65% dos cinemas do mundo estão abertos com restrições.
"Em 2019, os cinemas da cidade de São Paulo foram responsáveis por 23,5% do total da receita do país. Nenhum estúdio irá agendar a estreia de um grande filme no Brasil sem que os cinemas daqui estejam abertos. Sem São Paulo, não há estreias e os cinemas das outras cidades, mesmo que autorizados a funcionar, só terão filmes antigos ou muito pequenos para exibir", argumentam as entidades no texto.