PF deflagra Operação Dhahab para apurar contrabando de ouro

Segundo as investigações, o grupo criminoso seria integrado por um libanês, que com seus dois irmãos residentes na Venezuela, coordenaria o esquema de compra de ouro ilegal

Por O Dia

PF cumpre quatro mandados de prisão preventiva, 11 de busca e apreensão e três de sequestro de bens, todos em Roraima
PF cumpre quatro mandados de prisão preventiva, 11 de busca e apreensão e três de sequestro de bens, todos em Roraima -
A Polícia Federal (PF) realizou, na manhã desta sexta-feira, a Operação Dhahab, com o intuito de desarticular uma organização criminosa que seria responsável por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e contrabando de ouro para o Brasil. Segundo as investigações, o grupo mafioso seria integrado por um libanês, que com seus dois irmãos residentes na Venezuela, coordenaria o esquema de compra de ouro ilegal, do qual participariam outros integrantes, responsáveis pelo transporte e pelas movimentações financeiras. A PF aponta que a fundição do metal seria realizada pelo próprio grupo em Santa Elena de Uairén, município venezuelano que faz fronteira com o Brasil.
De acordo com a PF, 60 policiais federais cumprem 18 mandados expedidos pela 2ª Vara da Justiça Federal em Roraima, após representação da Autoridade Policial e manifestação favorável do Ministério Público Federal. São quatro mandados de prisão preventiva, 11 de busca e apreensão e três de sequestro de bens, todos em Roraima. Também foi determinado o bloqueio de bens de cinco envolvidos e de uma empresa.
As transações dos valores envolvidos seriam feitas por meio de movimentações bancárias de laranjas e empresas de fachada, além do saque de dinheiro em espécie. Apenas um dos envolvidos teria movimentado mais de R$ 67 milhões no primeiro semestre deste ano.
O inquérito policial também indica que em um período de 45 dias, entre os meses fevereiro e março, o grupo teria enviado à Venezuela mais de R$ 10 milhões, entre dólares e reais, e recebido mais de 50 quilos de ouro.

Conforme os investigadores, tanto o ouro quanto os valores em espécie seriam transportados em compartimentos ocultos de veículos. A organização criminosa também compraria ouro da Guiana, país que também faz fronteira com o Brasil pelo estado de Roraima.
O nome da operação faz referência a “ouro”, em árabe, em alusão a forma como os integrantes libaneses da organização se referem ao mineral, conforme identificado pela investigação.

Comentários