Tadashi Kadamoto recebeu o apelido de "guru da qurentena" - Reprodução
Tadashi Kadamoto recebeu o apelido de "guru da qurentena"Reprodução
Por O Dia
Publicado 12/10/2020 10:35 | Atualizado há 4 dias
O terapeuta Tadashi Kadomoto foi denunciado pelo Ministério Público à Justiça de São Paulo por estupro de vulnerável. Conhecido como o “guru da quarentena”, ele acumula milhares de seguidores em suas redes sociais e foi acusado por uma ex-aluna. As informações são do portal “G1”.
Kadomoto atua há mais de 30 anos falando sobre autoconhecimento com terapia transpessoal por meio de hipnose, meditação, regressão e relaxamento. No Instagram, acumula 1,5 milhão de seguidores e costuma fazer postagens de frases e em vídeos que atingem milhares de curtidas. O apelido de “guru da quarentena” veio durante o isolamento social na pandemia da covid-19. Em sua instituição, o Instituto Tadashi Kadomoto, oferece cursos, workshops e treinamentos comportamentais.
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Foi uma de suas ex-alunas no instituto que apresentou a denúncia por estupro ao Ministério Público, no fim de 2019. Ela foi estagiária no local e atendida por uma das clínicas de Kadamoto, por distúrbios alimentares. De acordo com ela, foram vários abusos sexuais ao longo de sete anos de tratamento e treinamento. O terapeuta foi denunciado depois que a Promotoria recolheu provas e ouviu testemunhas e responderá na Justiça por cinco estupros.
Em suas redes, Tadashi Kadamoto postou vídeo na madrugada desta segunda-feira negando ter cometido os atos de estupro. Em nota, sua defesa afirmou que "em toda a sua reconhecida trajetória profissional, jamais recebeu solicitação de esclarecimento sobre qualquer fato e nenhuma denúncia formal até o momento".
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De acordo com o advogado da vítima, que preferiu não gravar entrevista, os problemas dela pioraram com os abusos, mesmo tendo buscado o trabalho do guru para sua melhora. Ao “G1”, outras mulheres reforçaram o coro dizendo também terem sofrido abusos sexuais de Tadashi Kadamoto durante estágios, treinamentos e experiências profissionais com o terapeuta, que enviava declarações de amor e pedia fotos às vítimas, de acordo com elas.