Cerca de 200 policiais federais cumprem 35 mandados de prisão preventiva e 39 mandados de busca e apreensão nos Estados do Rio Grande do Sul e do Paraná - Marcelo Camargo/Agência Brasil
Cerca de 200 policiais federais cumprem 35 mandados de prisão preventiva e 39 mandados de busca e apreensão nos Estados do Rio Grande do Sul e do ParanáMarcelo Camargo/Agência Brasil
Por ESTADÃO CONTEÚDO
Publicado 05/11/2020 13:11 | Atualizado 05/11/2020 13:20
Porto Alegre - A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (5), a Operação Antracnose, que mira em lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional praticados por organização criminosa estabelecida no Vale do Sinos, no Rio Grande do Sul. A Justiça determinou o sequestro de mais de R$ 20 milhões em bens do narcotráfico, entre eles dezenas de veículos de luxo e 110 imóveis. Além disso, foram bloqueadas 111 contas bancárias de pessoas físicas e de empresas sob suspeita. Cerca de 200 policiais federais cumprem 35 mandados de prisão preventiva e 39 mandados de busca e apreensão nos Estados do Rio Grande do Sul e do Paraná.
As investigações que miraram o transporte de cocaína para a região do Vale dos Sinos identificaram e mapearam os níveis hierárquicos mais altos da organização criminosa sob suspeita, além de descobrir "sofisticada" estrutura de lavagem de dinheiro e de prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional relacionados ao pagamento dos carregamentos de drogas e de armas - sendo os valores remetidos para o Paraguai.
Publicidade
Segundo a PF, em seis meses de apuração foi identificada a movimentação de quatro toneladas de cocaína do Paraguai para o Rio Grande do Sul, em carregamentos semanais que variavam de 100 a 400 quilos.
"No decorrer da investigação, atuando em cooperação policial internacional, foi possível a prisão de uma das maiores lideranças do tráfico de drogas no Estado do Rio Grande do Sul, que estava foragido no Paraguai e que liderava a organização criminosa alvo da ação de hoje", registrou a corporação em nota.
Publicidade
A ofensiva apura crimes de organização criminosa, tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico de drogas, operação de instituição financeira sem a devida autorização, operação de câmbio não autorizada e lavagem de dinheiro.