
A mulher suspeita é mãe da menina, que não só teria conhecimento sobre ato, como agenciava e impulsionava programas sexuais da filha, que começaram em 2020, quando a menor tinha 13 anos, após a paralisação das aulas devido à proliferação do novo coronavírus.
Segundo Ariadne Elloise Coelho, delegada responsável pela Delegacia da Mulher de Betim, a apuração do caso teve seu início após denúncias anônimas , que foram confirmadas por vizinhos, que mãe teria largado seu trabalho como faxineira para se prostituir.
Em seu depoimento a polícia, a adolescente contou que escolheu se prostituir para ajudar com os gatos de sua família. Com os celulares apreendidos pelas autoridades, mensagens foram encontradas da mãe ensinando a filha a pedir alimento, dinheiro e outros bens aos homens.
"A mulher teria ligado para ele falando que a menina era menor de idade. Com medo de ser denunciado ele contou que começou a dar cada vez mais dinheiro e presentes, como um celular. Ele inclusive reclamou, em uma das mensagens que tivemos acesso, que teria gastado mais de R$ 2 mil com a adolescente, em um mês", contou.
"Observamos que a casa da família é muito humilde, mas tanto a adolescente quanto a criança, eram muito bem cuidados. Notamos é que, infelizmente, a menina aprendeu com a mãe. Ela age naturalmente e normaliza a situação. Se não ela tiver um acompanhamento e não forem oferecidas oportunidades, será complicado até para ela sair desse ciclo. Porque prendemos esses homens, mas ela pode voltar a fazer isso em um futuro não tão distante", ressaltou a delegada.










Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.