
Nas redes sociais, políticos da oposição classificaram o documento como “sincericídio”, “confissão de culpa” e “trabalho já feito”. Parlamentares da base governista não se pronunciaram nas redes sobre os pontos citados na planilha divulgada.
Autor do requerimento para criação da CPI da Covid e cotado para assumir a vice-presidência da comissão, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou no Twitter que o governo já “sabe quais foram suas práticas criminosas”. O parlamentar também criticou a articulação rápida de uma defesa para apresentar aos senadores enquanto “se omitiu na defesa da vida do povo”.
Deputado Federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT) José Guimarães (CE) disse que com a lista “o governo confessou seus crimes”, e que o Planalto “tenta arranjar desculpas para o injustificável”. A correligionária Erika Kokay (DF) afirmou que a preparação do documento mostra “medo” por parte do governo e que é “uma verdadeira confissão de crimes”.
Ex-aliado do presidente Jair Bolsonaro, o deputado Kim Kataguiri classificou ironicamente a lista como uma “jogada de mestre”. Segundo ele, o trabalho desenvolvido pela Casa Civil indicou o caminho para a oposição nas investigações: “o trabalho da CPI já está feito”, declarou. O deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) afirmou que se restavam dúvidas sobre a condução do governo na crise sanitária, “a lista da Casa Civil com 23 acusações pelas quais o governo espera ser responsabilizado na CPI aparece como uma confissão de culpa”.
Se ainda havia alguma dúvida, a lista da Casa Civil com 23 acusações pelas quais o governo espera ser responsabilizado na CPI aparece como uma confissão de culpa. Eles sabem onde erraram, mas persistem nas mesmas atitudes que condenaram o Brasil a 391 mil mortos. CPI já!", disse Alessandro Molon.







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