Bolsonaro esteve presente em Açailândia para entrega de 'títulos de propriedade rural' pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária
Bolsonaro esteve presente em Açailândia para entrega de 'títulos de propriedade rural' pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma AgráriaDivulgação
Por O Dia
Presidente do PCdoB, Márcio Jerry protocolou junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão e ao Ministério Público Federal (MPF) duas representações contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), por crime de saúde pública durante visita do chefe do Executivo ao estado na semana passada. As informações são do portal Metrópoles.
Segundo Jerry, que é atual secretário de Cidades e Desenvolvimento Urbano do governador Flávio Dino (PCdoB), Bolsonaro promoveu um comício fora de época, que foi "bancado ilegalmente com recursos públicos". "Bolsonaro fez hoje em Açailândia nova propaganda eleitoral negativa antecipada. Usando dinheiro público para campanha eleitoral antecipada, o que é absolutamente ilegal. Bolsonaro demonstra ter verdadeira obsessão pelo governador Flávio Dino. Nada faz e tem raiva de Flávio Dino por este fazer tanto pelo Maranhão. Ele mais uma vez revelou o covarde que é ao disparar ataques sem citar os nomes", afirmou.
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O presidente do partido ainda aleg, que as medidas contra o presidente são um “remédio da lei contra os disparates e o festival de bestialidades” promovidas por Bolsonaro durante a pandemia da Covid-19.
“Bolsonaro continua se comportando como aliado do coronavírus, quando deveria garantir ações para proteger a população. Bolsonaro, que no Equador aparece de máscara, que promove aglomerações, desestimula o uso de máscaras, não organiza nenhuma medida com prefeitos e governadores e até dispensa a oferta de vacinas. Pela longa cultura miliciana, acha que como presidente da República pode adotar comportamento de miliciano”, argumentou o deputado.
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Ida de Bolsonaro ao Maranhão 
Na última sexta-feira, (21/05), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) promoveu aglomeração na entrega de títulos de propriedade rural pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no município de Açailândia. Um dia antes, o estado confirmou seis casos da variante indiana.
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No evento, Bolsonaro afirmou suas posições contrárias ao comunismo. "O comunismo não deu certo em lugar nenhum do mundo e não é no Brasil que vai dar certo. Quando se fala em partido comunista, vocês têm que ter aversão a isso e mostrar onde esse regime foi implementado e o que sobrou para o povo. Sobrou a igualdade, mas igualdade na miséria, na desesperança, na fome, na tristeza. Tudo que não presta simboliza ao comunista", afirmou ele.
Em seguida, o presidente afirmou que o Maranhão será "libertado da praga do comunismo". A fala seria um posicionamento direto ao chefe do Executivo do estado que é filiado ao Partido Comunista do Brasil.
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"Dizer a todos do Maranhão que perderam seus empregos, não foi obra do governo federal. Quem fechou o comércio, obrigou vocês a ficarem em casa e destruíram milhares de empregos foi o governador do seu estado. As medidas adotadas pelo governador não tem comprovação científica, que ele pode oprimir o povo, que ele pode escravizar o povo, defender é 'a ponta da praia'. O governador não quer saber da vida de vocês", esbravejou o presidente.
O presidente continua com ataques ao governador do estado do Maranhão, crítico do governo federal. "Lá na Coreia do Sul (sic) é uma ditadura e o ditador não é um gordinho? Na Venezuela também é uma ditadura e não é gordinho o ditador? E quem é o gordinho ditador aqui no Maranhão?", afirmou o presidente em meio a gritos de apoiadores.
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No discurso, o presidente confundiu a Coreia do Norte, regime comandado por Kim Jong-un, com a Coreia do Sul. Ele chegou a ser corrigido pelo presidente da Caixa Econômica, Pedro Guimarães, mas não ouviu o alerta.
Nas redes sociais, Dino rebateu Bolsonaro, afirmando que não tem tempo para "para molecagens, cercadinhos e passeios com dinheiro público".
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"Bolsonaro anda preocupado com o meu peso, algo bem estranho e dispensável. Tenho ótima saúde física e mental. E estou ocupado com vacinas, pessoas doentes, medidas sociais, coisas sérias. Trabalho muito. Não tenho tempo para molecagens, cercadinhos e passeios com dinheiro público", escreveu Flávio.