Bolsonaro diz que Brasil pode terminar como a Colômbia se esquerda vencer as eleições 2022AFP

Mesmo em meio às crises envolvendo a Ministério da Educação e a queda do presidente da Caixa Econômica Federal após Pedro Guimarães ser denunciado por assédio sexual, a popularidade do governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) finalizou a semana estável na taxa de aprovação nas redes sociais. É o que mostram dados divulgados nesta sexta-feira, 1º, pela pesquisa Modalmais/AP Exata. O índice dos que consideram a gestão ruim/péssima foi de 51,1%, mesmo número da semana passada. O mesmo aconteceu com o porcentual daqueles que veem o governo como positivo, que ficou em 29,6%. O índice de avaliação regular é de 19,3% (1 p.p a mais).
Pode estar na conta a PEC dos Benefícios, que passou no Senado. A promessa da PEC é turbinar e conceder uma série de benefícios sociais. Com a aprovação da proposta no Senado, governistas nutriram um discurso positivo para o governo e usaram a resistência da esquerda - que acusa o governo de tentar "comprar o voto" do povo com a proposta -, para atacar o grupo.
"Eles (os governistas) retrataram a luta contra o pacote de benefícios como politicagem da esquerda para prejudicar não só o presidente, mas também a população mais pobre, que enfrenta inflação, fome e miséria", diz trecho da pesquisa.
Em meio a todas essas notícias, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) perdeu espaço nas redes para Bolsonaro, "que tem sido o foco das discussões políticas envolvendo a PEC dos Auxílios, o MEC e a Caixa", apontou.
Os dois candidatos são responsáveis por 96,4% do total de menções a presidenciáveis. As menções a Bolsonaro foram 55,1% e as de Lula 40%.