Lula durante reunião no Palácio do PlanaltoReprodução/Twitter

Após se reunir com governadores, prefeitos e ministros do Judiciário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (18) que não tem uma solução definitiva para a violência nas escolas. Os ataques, que tiveram muita repercussão na última semana, trouxeram instabilidade para o ambiente escolar. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, disse nessa terça que 225 pessoas foram presas nos últimos 10 dias por incentivar ou planejar esses ataques.
Ao afirmar que não tem solução definitiva para a violência, Lula aproveitou para pedir sugestões aos presentes na reunião que aconteceu no Palácio do Planalto. Outros encontros devem ser anunciados para discutir essa pauta.
"Tomei consciência que não tenho solução definitiva para o caso. Quero a sabedoria de vocês, para que, com um pouquinho da sabedoria de cada um, a gente construa solução definitiva para esse caso", declarou o presidente.

Ao longo da exposição, Lula ainda fez um afago ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente o chamou de "o maior especialista neste momento" em combate às fake news, após a atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições do ano passado. Moraes preside a Corte eleitoral.

Punir os dono 'dos armazéns'

"Não é a lei que vai resolver isso, precisamos punir o dono dos armazéns que armazenam esse mal que se faz às famílias. Tem que punir, não tem como, isso é pedagógico. E depois precisamos ser mais analógicos com as famílias", disse o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), em referência à punição às redes sociais.

A fala de Mello ocorreu antes do discurso de Lula durante reunião convocada pelo presidente para discutir a violência nas escolas com governadores e prefeitos.