Bancada ruralista cobrou medidas contra as ocupações promovidas pelo MSTTarcísio Nascimento/MST-RJ

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) repudiou a nova invasão do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em área da Embrapa Semiárido em Petrolina (PE). Em nota, a bancada ruralista destacou que invasão de terras é crime previsto na Constituição.
"A estratégia atual de invadir terras do Incra e da Embrapa, como acontece em Petrolina (PE) e Hidrolândia (GO), não diminui o crime, ao contrário, expõe a segurança dos criminosos no governo federal, que diz manter diálogo com o MST", criticou a frente. "A invasão em questão não é apenas um atentado à propriedade privada, mas a cada cidadão brasileiro. Trata-se de área preservada de uma das mais importantes e emblemáticas empresas brasileiras, referência mundial de pesquisa e tecnologia", acrescentou. Na tarde desta segunda-feira, 31, a Embrapa informou que a área foi liberada pelo movimento.
A FPA cobrou também "ações sérias e contundentes" do Executivo e Legislativo, além de políticas públicas. "A reforma agrária possui mecanismo de assentamento legal. A pacificação no campo passa por políticas públicas de qualidade, mas também por ações sérias e contundentes, que, se não surgem do Executivo, surgirão do Legislativo e de quem defende, de fato, o território nacional e a propriedade privada no Brasil", continuou a bancada ruralista. A frente defendeu também que a lista de possíveis beneficiários da reforma agrária, a ser organizada pelo governo federal, não deve priorizar pessoas ligadas às invasões.
Mais cedo, em rede social, o presidente da FPA, deputado federal Pedro Lupion (PP-PR) classificou o ato como uma "invasão de caráter meramente político para mandar recado para o governo aliado deles".