Segundo o governador, atraso se deve à complexidade das obras e não à falta de ação do EstadoReprodução

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), rebateu, neste domingo (27), as acusações de que sua gestão tem sido lenta para utilizar recursos federais enviados para socorrer o Estado após as enchentes de 2024. Em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, o governador disse que as críticas vindas da "bancada do PT" é "política pura" e "absolutamente inoportunas"

O fundo criado oficialmente em dezembro do ano passado conta com R$ 6,5 bilhões para obras contra enchentes no Rio Grande do Sul. Segundo Eduardo Leite, a aplicação desses recursos demanda uma série de ritos burocráticos por serem voltados a obras complexas "É uma mentira que o recurso está parado porque o governo (do RS) não está se mexendo. Está parado porque tem uma etapa até a execução das obras."

O governador disse que não aceita que o governo federal, que em suas palavras "não conseguiu construir uma casa" após o desastre climático do ano passado, venha criticá-lo por demora em obras complexas como a construção de diques, as barreiras contra enchentes. Para Leite, as críticas visam a disputa eleitoral de 2026.
PSDB 
Leite (PSDB) disse que é preciso encontrar uma reformulação para o PSDB e que aguarda a decisão da sigla sobre a possível fusão com o PSD. "Tenho muito orgulho desse partido. Mas é verdade que os caminhos se estreitam para o PSDB por uma série de fatores", afirmou durante entrevista.

Reafirmando suas intenções de ser candidato à Presidência da República em 2026, Leite disse que vai primeiro aguardar as definições do PSDB. Para o governador, o enfraquecimento do partido tem raízes em questões como "erros de lideranças em processos recentes". "Perdeu o protagonismo, foi perdendo o espaço e se torna muito difícil permanecer no formato que está", disse.

Sobre a possível mudança para o PSD, confirmou diálogos com o presidente da sigla, Gilberto Kassab. "O PSD é um partido que de fato se tornou grande e que, inclusive, tem muitos dos tucanos que ao meu lado estiveram em muitos momentos", apontou. Para o governador, há a visão de que no PSD pode haver muitas pessoas que pensam como ele e têm os mesmos objetivos para o País.