Natani Olegário compartilhou a história nas redes sociaisReprodução / TikTok
Cachorro que arrancou lábio de tutora é submetido a eutanásia em Rondônia
Procedimento teria sido realizado pela Secretaria de Bem-Estar Animal de Ji-Paraná
Um cachorro da raça chow-chow foi submetido a eutanásia após morder e arrancar o lábio de sua tutora em Ji-Paraná, Rondônia. A mulher, que se identifica nas redes sociais como Natani Olegário, compartilhou os relatos sobre o caso, que viralizou na última semana. O marido dela levou o cão para a Secretaria de Bem-Estar Animal da cidade, onde ele acabou sacrificado, segundo a família.
Em um vídeo publicado no TikTok na última quarta-feira (7), Natani explicou o que aconteceu. Ela disse que o seu bicho de estimação pulou em cima dela, e quando recebeu o carinho, em poucos segundos, começou a rosnar e a atacou, no jardim de casa.
"Toda manhã, que eu abria a porta, ele já corria, pulava em cima de mim para eu brincar com ele. Tanto que muitas vezes, quando eu não fazia, ele puxava a minha mão com a boca. No dia do ocorrido, eu saí, ele pulou em cima de mim, fiquei fazendo carinho nele, ele lambeu aqui [no queixo]. Aí, eu sentei na cadeira, ele veio e deitou no meu pé e abanou o rabo. Nisso, eu passei o meu pé em cima dele, e pulou em cima de mim. Eu o abracei. Quando eu fiz isso, ele, abanando o rabo, ele rosnou e atacou. Foi uma mordida só."
A mulher, que é enfermeira, contou sobre o desespero quando foi ao banheiro e olhou o tamanho do ferimento no espelho. Ela falou que seu filho de oito anos estava tomando café da manhã na cozinha.
Após o ataque, o marido de Natani, Tiago, afirmou que sem ela saber, levou o cão à Secretaria de Bem-Estar Animal do município, até que soube de uma ONG que tinha interesse em adotá-lo. Quando foi buscá-lo dias depois, descobriu que a eutanásia havia sido realizada. Em meio aos questionamentos de internautas, ele fez um pronunciamento através da rede social dela nesta quarta-feira (14) e explicou a sua versão.
"Eu que tomei as providências. Eu quero proteger a minha casa e esposa. Infelizmente, ela foi atacada. A única coisa que eu fiz depois do ataque foi gritar com o cachorro para ele sair de perto. Não agi com violência", disse.
"Quem tirou o cachorro dessa casa fui eu, não queria novos ataques. Era melhor eu levar na secretaria, como autoridades me instruíram a fazer, e o levei para passar por testes, mediante adestradores, veterinários. Me chamaram numa sala em separado no dia que eu fui buscar ele para me contar que infelizmente, o cachorro não tinha condições de voltar ao convívio com outras pessoas. Que ele já teria sido eutanasiado. Não fui eu que decidi. O que me pediram é se eu autorizava, caso fosse necessário, se ele tivesse raiva ou alguma coisa", explicou.
Natani e Tiago criaram um fundo de arrecadação para que ela possa realizar uma cirurgia de construção facial.
A reportagem tenta contato com a Secretaria de Bem-Estar Animal de Ji-Paraná. O espaço está aberto para manifestações.

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