Compositor Paulo Onça morre aos 63 anosReprodução / Instagram

O compositor Paulo Juvêncio de Melo Israel, conhecido como Paulo Onça, morreu nesta segunda-feira (26), aos 63 anos. Ele estava internado no Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), em Manaus (AM), há cinco meses, desde que foi agredido em um acidente de trânsito em 5 de dezembro.
A informação foi confirmada pelo perfil do compositor nas redes sociais. Com uma foto de Paulo ao lado da logo da Grande Rio, escola onde assinou sambas de sucesso, os administradores da página escreveram: "É com imensa tristeza que comunicamos o falecimento do nosso compositor Paulo Onça".
Paulo enfrentava uma batalha pela vida depois que foi espancado em um acidente de trânsito, em Manaus. Na madrugada do dia 5 de dezembro de 2024, câmeras de segurança registraram o momento em que o carro do sambista atingiu o do comerciante Adeilson Duque Fonseca.
Assim que percebeu o acidente, Adeilson desceu do veículo e desferiu socos em Paulo, até que ele ficasse inconsciente. O compositor foi levado ao HUGV e internado em estado grave. Na unidade de saúde, ele passou por diversas cirurgias. No total, o sambista ficou quase seis meses hospitalizado. Dois dias depois da agressão, o comerciante se entregou para a polícia.
Nas redes sociais, o senador e ex-governador do Amazonas Omar Aziz lamentou a morte de Paulo. "Hoje morreu meu amigo de longa data, compadre do samba e grande figura da noite de Manaus, Paulo Onça. Suas composições, sua sensibilidade e sua sagacidade serão eternamente sua marca nessa vida. Meus pêsames à família e aos amigos", escreveu.
Carreira
Nascido em Manaus, Paulo Onça começou cedo na música, aos 16 anos. Aos 28, ganhou destaque no mundo do samba ao compor "Nem Verde e Nem Rosa", samba que deu o título à escola Vitória Régia no Carnaval manauense, em 1990.
No Carnaval carioca, Paulo ficou conhecido, ao lado de Quinho e Mestre Louro, pelo samba "Parintins, a Ilha do Boi-Bumbá: Garantido X Caprichoso, Caprichoso X Garantido", que rendeu o 7° lugar ao Salgueiro em 1998. 
No entanto, ganhou maior destaque ao compor sambas para a Grande Rio, se tornando um nome frequente na competição da escola. Em 2017, assinou, ao lado de Kaká, Alan Vasconcelos, Dinho Artigliri, Rubem Gordinho e Marco Moreno, "Ivete do rio ao Rio!", que homenageava a cantora Ivete Sangalo. Neste ano, a agremiação ficou em 5º lugar.
Em seu currículo, ainda constam parcerias com grandes nomes da música, como Jorge Aragão, Zeca Pagodinho, grupo Exaltasamba e outros. 
 
 
 
Ver essa foto no Instagram
 
 
 

Uma publicação compartilhada por Paulo Onça (@paulo.onca)