Os cortes foram feitos para o governo conseguir fechar o ano cumprindo a meta fiscalJoédson Alves/Agência Brasil/ARQUIVO
O bloqueio havia sido anunciado na semana passada. Os órgãos deverão detalhar até o dia 6 de junho as programações que serão objeto de bloqueio ou contingenciamento.
Desse total, R$ 20,7 bilhões serão contingenciados, bloqueados temporariamente para cumprir a meta de resultado primário. Embora a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025 estabeleça meta de resultado primário zero (nem déficit nem superávit), a equipe econômica considerou o limite inferior de tolerância, que permite déficit de R$ 31 bilhões para este ano.
Os R$ 10,6 bilhões de gastos discricionários (não obrigatórios) restantes foram bloqueados para cumprir o limite de gastos do arcabouço fiscal, que prevê crescimento dos gastos até 2,5% acima da inflação para este ano. Segundo os Ministérios da Fazenda e do Planejamento, esse bloqueio foi necessário porque o governo terá de abrir crédito de R$ 12,4 bilhões para acomodar o crescimento de gastos obrigatórios.
As cinco maiores contenções (soma de bloqueio e contingenciamento) foram:
. Ministério das Cidades: R$ 4,288 bilhões;
. Ministério da Defesa: R$ 2,593 bilhões;
. Ministério da Saúde: R$ 2,366 bilhões;
. Ministério do Desenvolvimento Social: R$ 2,123 bilhões;
. Ministérios dos Transportes: R$ 1,487 bilhão.

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