Presidente do IBRAM, Raul Jungmann, ressaltou o papel central da mineração na agenda climáticaFabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Brasil mira protagonismo na produção de cobre para transição energética
Atualmente, País produz cerca de 300 mil toneladas do minério por ano
Durante Seminário Internacional organizado pelo IBRAM, em Brasília, que reuniu especialistas para discutir o papel dos minerais críticos na transição energética global, com foco em políticas públicas, segurança mineral e sustentabilidade, lideranças do setor destacaram o papel estratégico do Brasil no cenário global e reforçaram a necessidade de políticas públicas robustas para os minerais críticos.
Atualmente, o país produz cerca de 300 mil toneladas de cobre por ano, mas há uma ambição clara de crescimento. “Temos a missão de dobrar, ou mais do que dobrar, essa produção. A meta é alcançar, quem sabe, 700 mil toneladas nos próximos dez anos. Essa é a nossa contribuição para a país”, afirmou José Luiz Marques, diretor de Assuntos Corporativos da Vale Base Metals.
Marques reforçou o papel do cobre na descarbonização da economia global. E destacou que o protagonismo do país nas cadeias de suprimento de minerais críticos depende de suporte político e regulatório para que a mineradora possa alcançar sua meta.
“O país precisa de uma política para minerais estratégicos, para que as ações sejam consolidadas e a gente possa explorar de maneira segura e eficiente os recursos minerais brasileiros, com tecnologia e inovação”, defendeu Silva Cristina, diretora do Centro de Tecnologia Mineral (CETEM).
O presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Raul Jungmann, ressaltou o papel central da mineração na agenda climática. “O Brasil tem soluções para as questões climáticas e espaço para a mineração contribuir com a transição energética, a mitigação e a adaptação às mudanças do clima”, afirmou.
A fala das lideranças reforça um movimento crescente: o reconhecimento de que os minerais estratégicos — como cobre, lítio e níquel — são essenciais para viabilizar uma matriz energética mais limpa. Nesse cenário, o Brasil desponta não apenas como fornecedor de recursos, mas como possível líder em inovação, sustentabilidade e governança no setor.
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