Ministro do STF Gilmar MendesDivulgação/STF
Gilmar expressou admiração pelo regime político do país asiático e confundiu o autor da citação. "Nós todos somos admiradores do regime chinês, né, do Xi Jinping, que diz assim: 'O importante… A cor do gato não importa, o importante é que ele cace o rato'", disse o ministro.
A frase citada pelo decano não é de Xi Jinping, atual presidente da China, e sim de Deng Xiaoping, líder comunista que dirigiu o país de 1978 a 1989. Xiaoping é considerado o principal formulador do socialismo chinês, em que elementos da economia de mercado convivem com um sistema político socialista.
Gilmar citou o provérbio comparando-o com a criação de uma entidade para a fiscalização das grandes corporações de tecnologia, as big techs. O STF discute a implementação de novos critérios para a moderação de conteúdo nas plataformas. Em seu voto, o ministro Cristiano Zanin defendeu a criação de uma entidade de natureza privada, vinculada às próprias empresas do ramo, para a fiscalização do conteúdo.
Embora já haja maioria na Corte para ampliar a responsabilidade de big techs quanto ao conteúdo de seus usuários, o meio de fiscalização não está pacificado. "Eu não me animo muito a tentar definir a natureza dessa entidade. Acho que é um consenso entre nós de que é preciso uma entidade. Isso é fundamental", disse Gilmar. Em seguida, comparou o tema ao provérbio da cor dos gatos.
Ao atribuir a frase a Xi Jinping, Gilmar foi corrigido por Luís Roberto Barroso, presidente do STF.
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