Confiança em cai nas periferias, aponta pesquisaRicardo Stuckert/PR
Confiança em Lula cai 7 pontos percentuais entre moradores de periferias
Número variou de 38% para 31%
Uma pesquisa da Ipsos-Ipec, divulgada nesta quinta-feira (12), mostra que a confiança no presidente Luiz Inácio Lula da Silva caiu sete pontos porcentuais entre moradores das periferias brasileiras, de 38% apurados em março para os atuais 31%. A queda nesse segmento - que consta na variável "condição de município" - foi mais do que o dobro da média registrada entre todos os entrevistados, de três pontos porcentuais.
Segundo os dados gerais do levantamento realizado entre os dias 5 e 9 de junho, 37% dos brasileiros disseram confiar no presidente, enquanto 58% afirmaram não confiar, número que se manteve estável em relação a março. A confiança em Lula caiu de maneira mais acentuada também entre os que disseram ter votado em branco ou nulo em 2022 (de 84% para 77%) e entre os entrevistados que não foram votar ou não se lembram do candidato (62% para 55%).
Entre 2 mil entrevistados em 132 municípios, 55% afirmaram desaprovar o trabalho de Lula; 39% aprovam.
Desaprovação
A desaprovação se manteve no mesmo patamar da pesquisa anterior, enquanto a aprovação oscilou um ponto para baixo na comparação com os dados de março. O levantamento tem margem de erro de dois pontos porcentuais e índice de confiabilidade de 95%.
Entre os grupos com avaliação mais positiva do presidente estão os que votaram nele no segundo turno de 2022 (53%), os moradores do Nordeste (38%), os menos escolarizados (36%), os que recebem até um salário mínimo mensal (33%) e os católicos (32%).
Já os que mais rejeitam o petista são os eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (75%), os que recebem mais de cinco salários mínimos (59%), os mais instruídos (51%) e os evangélicos (50%).
A avaliação negativa do governo federal também variou para cima: 43% dos entrevistados consideraram o governo ruim ou péssimo, contra 41% em março.
O governo é regular para 29%, e ótimo ou bom para 25% dos brasileiros (em março eram 27%); 2% não souberam ou não quiseram responder.
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