Chegada do presidente Lula no Aeroporto Internacional de Calgary, CanadáRicardo Stuckert / PR
"Qualquer conflito me preocupa. Eu sou um homem que nasci para a paz. Em um momento em que o mundo está precisando de recursos para transição energética, para combater a miséria no mundo, obviamente que o conflito me incomoda profundamente, e é isso que eu quero falar um pouco amanhã", disse Lula, ao chegar no hotel em que ficará hospedado no Canadá, na noite de segunda-feira (16).
O presidente brasileiro deve discursar entre 15h e 17h (de Brasília) desta terça-feira (17). Lula deve fazer ao menos duas interações rápidas, de acordo com assessores. Seu discurso foi finalizado na noite desta segunda-feira, no hotel em que Lula está hospedado no Canadá, diz um deles.
O petista deve aproveitar o palanque internacional para "dar os seus recados" , com uma "postura linear", mas "sem nomear ninguém, sem tom elevado, sem escalar", diz uma fonte, na condição de anonimato. Além disso, deve aproveitar o momento sobre segurança energética para convidar os líderes do G7 e convidados para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que será realizada em Belém, no Pará, em novembro.
Lula e os presidentes de outras nações convidadas serão recebidos nesta terça na Cerimônia de boas-vindas aos Chefes de Estado e de Governo dos países do segmento de engajamento externo e dirigentes de organizações internacionais convidadas na Cúpula do G7, a partir das 14h no Brasil, três horas na frente do horário local.
O presidente brasileiro deve ter ainda reuniões bilaterais com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que busca apoio para a guerra contra a Rússia, às margens do G7. Também se encontrará com o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, e com o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz.
A equipe que assessora Lula costurava ainda conversas com a chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o novo líder da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, na noite desta segunda-feira. Lula deve retornar para Brasília hoje, às 21h30 de Brasília, em uma rápida passagem pelas montanhas canadenses, diante das pressões da agenda doméstica.
Na segunda, Lula não comentou a derrota do governo em relação ao novo decreto relacionado ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Por 346 votos a 97, a Câmara dos Deputados aprovou a urgência do projeto de decreto legislativo que susta os efeitos do novo decreto do IOF.
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