Vereador Dinho Alves é preso por violência doméstica no AmazonasReprodução/Instagram

Amazonas - O vereador do município Envira, no interior do Amazonas, Francisco Alves da Costa (PSD), mais conhecido como Dinho Alves, foi preso por diversos tipos de violência contra a companheira, de 27 anos.
De acordo com a Polícia Civil, o investigado, de 52 anos, cometeu os crimes de violência patrimonial e moral no contexto da violência doméstica, além de ameaça.
Conforme o delegado Henrique Maciel, da 66ª DIP, as investigações iniciaram em junho, quando a vítima compareceu à delegacia e contou que era constantemente ameaçada e agredida pelo homem, desde o início do relacionamento deles, em 2013, quando ela tinha 16 anos.
"Ela contou que o homem sempre apresentou um comportamento agressivo, tendo a agredido com tapas, chutes, murros e puxões de cabelo. A mulher relatou, ainda, que o indivíduo já proferiu várias ameaças de morte contra ela e contra pessoas com quem ela se relacionasse, caso eles terminassem, e ele também já chegou a humilhá-la na frente da filha deles, com palavras de baixo calão", disse o delegado.

Segundo o delegado, recentemente a vítima retornou a Envira e ficou na casa de sua mãe. Sabendo disso, o homem foi até o local para levar a mulher para a sua casa e, diante da negativa dela em acompanhá-lo, ele novamente a ameaçou de morte.

"Tentando evitar que o pior acontecesse, a vítima acompanhou o homem até a casa dele, e três dias depois, sinalizou a ele que não queria mais continuar convivendo junto e disse que voltaria para a casa da sua mãe. De imediato, o autor ficou agressivo e pegou o celular da vítima e o jogou no chão e, também, quebrou o notebook dela", relatou o delegado.

De acordo com o Maciel, a mulher, com medo de ser novamente agredida ou até mesmo morta, saiu do local e decidiu denunciar o indivíduo.

"A partir da denúncia da vítima, foram representados pelos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em nome do autor", contou o delegado. O homem foi preso na última sexta-feira (4).
O DIA procurou a defesa de Dinho para mais esclarecimentos, mas não obteve resposta. O espaço segue aberto.