Prédio histórico do Arquivo Nacional, no Centro do Rio Divulgação

O Arquivo Nacional está ampliado a sua atuação fora do eixo Rio-Brasília. A União anunciou a criação de três novas unidades regionais em Manaus, Salvador e Porto Alegre com a promessa de facilitar o acesso da população a documentos históricos e serviços públicos ligados à cidadania, como orientações sobre registros e gestão documental.
A nova configuração foi apresentada como uma forma de corrigir um antigo desequilíbrio geográfico. Até hoje, quem precisava recorrer ao acervo do Arquivo tinha que lidar com serviços concentrados no Rio ou na superintendência de Brasília. Agora, a ideia é que as novas unidades permitam um atendimento mais próximo, eficiente e acessível às necessidades das populações do Norte, Nordeste e Sul.
Além disso, a expansão pode ajudar na descoberta de acervos importantes perdidos ou esquecidos, a exemplo do que ocorreu no Rio, onde um acervo histórico do período da ditadura militar foi encontrado no antigo prédio do Instituto Médico Legal, na Lapa. A ideia é fazer uma espécie de "varredura nacional" em busca de acervos perdidos, até mesmo do período da Ditadura, com ações que tenham ocorrido nas demais regiões do país.
“A chegada do Arquivo Nacional nessas regiões pode colaborar de forma decisiva na identificação de acervos antes desconhecidos da população, ao promover o mapeamento de acervos locais, oferecer suporte técnico para sua preservação e futuramente custodiar os documentos federais de forma a garantir preservação e acesso a esses acervos. Além disso, valoriza memórias regionais, ampliando o acesso à diversidade histórica e cultural do Brasil”, explica a diretora do Arquivo Nacional, Mônica Lima.
Segundo o governo federal, a descentralização desses serviços também deve beneficiar escolas, universidades e instituições públicas que dependem da orientação técnica do Arquivo para tratar de arquivos públicos e preservar sua memória institucional.
O Arquivo Nacional passa a ser uma das instituições federais com presença nas cinco regiões do Brasil. A diretora Mônica Lima ressalta a aproximação da instituição com o cidadão comum e a prestação de serviços como fundamental para promoção do acesso à informação.
“A presença do Arquivo Nacional em todas as regiões significa ampliar o acesso aos serviços públicos fundamentais ao exercício da cidadania, assim como assegura a representatividade das diferenças regionais no acervo do AN. É um passo importante para garantir que a presença e atuação da instituição seja cada vez mais nacional. Essa é uma política que aproxima o cidadão da história e facilita o exercício da cidadania por meio do acesso à informação pública”, completa Mônica.
O projeto segue modelos semelhantes já aplicados no Distrito Federal e deve crescer conforme a demanda. Além do atendimento presencial, as novas unidades reforçarão os serviços online, como consulta a acervos e orientação à distância. A promessa é que, com essa ampliação, mais brasileiros possam encontrar, perto de casa, as chaves para acessar parte de sua própria história.