Aprovação da Anvisa foi baseada no estudo LAURA, que atingiu o desfecho primário, demonstrando ganho significativo de sobrevida livre de progressãoRafa Neddemeyer / Agência Brasil
A aprovação foi baseada no estudo LAURA, o qual atingiu o desfecho primário, demonstrando ganho significativo de sobrevida livre de progressão, com mediana 7x maior do que o braço comparador, sendo de 39,1 meses com osimertinibe, em comparação a 5,6 meses com placebo.
"Os dados de osimertinibe no tratamento do câncer de pulmão com mutação EGFR em estágio III irressecável são impressionantes A aprovação supre uma necessidade médica não atendida, visto que pacientes com esse perfil passam a ter uma opção de tratamento específica, em um cenário em que não existia terapia direcionada. Suprir essa importante necessidade, com resultados tão expressivos de sobrevida livre de progressão e redução de risco de morte da doença, faz com que o osimertinibe seja o novo padrão de tratamento nesse cenário", comenta Luiz Henrique de Lima Araujo, oncologista, Diretor Regional da Dasa Oncologia RJ, Head de Oncologia da Dasa Genômica e Pesquisador do INCA/MS.
"Essa quinta indicação de osimertinibe aprovada no Brasil, reforça o papel da molécula como backbone do tratamento de câncer de pulmão de não pequenas células com mutação do EGFR. Com esta aprovação, a terapia passa agora a beneficiar todos os perfis de pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células com mutação do EGFR independente do estágio do diagnóstico, seja inicial, localmente avançado ou metastático. Os benefícios impressionantes de osimertinibe reforçam a liderança da AstraZeneca em redefinir o tratamento do câncer no Brasil, principalmente de pulmão. Especificamente em relação a doença, nos últimos anos, a AstraZeneca tem conseguido torná-lo menos letal, colocando esforços não apenas no desenvolvimento de novos medicamentos, mas também em promover o rastreamento da doença para um diagnóstico precoce, com maiores chances de cura", reforça Karina Fontão, diretora médica executiva da AstraZeneca Brasil.
O perfil de segurança de osimertinibe foi consistente com as demais indicações já aprovadas. Eventos adversos de grau 3 ou superior foram reportados em 35% dos pacientes no braço de osimertinibe em comparação a 12% no braço placebo.
O medicamento já é aprovado no Brasil, recomendado como tratamento preferencial pelas diretrizes do National Comprehensive Cancer Network, tanto no tratamento adjuvante em pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células, estágio inicial, com mutação de EGFR, como para o tratamento em primeira linha de pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células metastático com mutação de EGFR e para o tratamento em segunda linha para pacientes com a mutação T790M.
Estudo LAURA
Os pacientes foram tratados com osimertinibe 80 mg, via oral, uma vez ao dia até progressão da doença, toxicidade inaceitável ou outros critérios de descontinuação. Após a progressão, os pacientes no braço placebo foram autorizados a serem tratados com osimertinibe e ocorreu no estudo 81% de cross over.
O ensaio envolveu 216 pacientes, de mais de 145 centros, em mais de 15 países, incluindo EUA, Europa, América do Sul e Ásia. No Brasil, dez centros participaram do estudo: Hospital Erasto Gaertner (Curitiba), Centro Regional Integrado de Oncologia (Fortaleza), Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (São Paulo), Fundação Pio XII (Barretos), Centro de Pesquisas Oncológicas (Florianópolis), Hospital Ernesto Dornelles (Porto Alegre), Hospital São Lucas da PUCRS (Porto Alegre), Centro Especializado em Oncologia RP (Ribeirão Preto) e Hospital Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (São Paulo) e em São José do Rio Preto (São Paulo).
Sobre a AstraZeneca
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