Deputada Carla Zambelli Lula Marques/EBC
A Corte deverá analisar o pedido de liberdade da deputada licenciada em meados de agosto. Ela foi presa na última terça-feira (29) após permanecer escondida em um endereço em Roma, foragida da Justiça brasileira.
Na quinta-feira (31), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que a Advocacia Geral da União (AGU) tome as "providências cabíveis e necessárias" para extraditar Zambelli.
"Considerando a comunicação da prisão da ré condenada Carla Zambelli Salgado de Oliveira na República Italiana, oficie-se à Advocacia-Geral da União para que acompanhe e adote as providências cabíveis e necessárias relacionadas ao processo de extradição da ré", escreveu Moraes.
O prazo exato dependerá do relator do caso, deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), segundo o próprio Azi.
A defesa também pede as oitivas do general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, ex-ministro da Defesa que se encontrou com Delgatti; de Michel Spiero, assistente técnico da defesa; do delegado Flávio Vieitez Reis, responsável pelo inquérito, e do policial federal Felipe Monteiro de Andrade, que fundamentou as acusações a Zambelli.
"A efetivação dessas oitivas não é apenas um direito da defesa; é uma condição para a legitimidade e a imparcialidade do processo conduzido por esta comissão", diz Fábio Pagnozzi, advogado da deputada licenciada.
Nesta terça-feira, 29, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a Casa está adotando as providências possíveis sobre o mandato parlamentar, que tramita na CCJ. "Não cabe à Casa deliberar sobre a prisão - apenas sobre a perda de mandato", disse.
O processo na CCJ foi aberto por ordem do STF. Após a votação, caberá ao plenário decidir se cassará Zambelli. São necessários 257 votos para isso.

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