Marina esteve presente em evento com representantes de diferentes matrizes religiosasValter Campanato/Agência Brasil
"Estamos com muita disposição de dialogar com os parlamentares para mostrar que os vetos do presidente ajudam o Brasil. Possibilitam agilizar processos sem perder a qualidade do licenciamento, sem prejudicar o direito dos povos indígenas e quilombolas", afirmou para a Agência Brasil.
Ela argumentou que as decisões do governo federal em relação ao tema foram cuidadosas, garantem segurança jurídica e, ao mesmo tempo, não prejudicam a proteção do meio ambiente.
'COP não será festa'
Ela defendeu que, mais do que discursos, são necessárias ações efetivas para o sucesso da conferência e das políticas públicas contra as mudanças climáticas. "A gente tem que se dispor a trabalhar. Os países vulneráveis, principalmente as pequenas ilhas, já estão pagando altas consequências", alertou.
Fé e ciência
Para a ministra, fé e ciência são "suplementares" e de possível diálogo. "Mesmo que outra pessoa seja radicalmente diferente. A filosofia, a ciência, a poesia, a espiritualidade têm a capacidade de antecipar as coisas. E há muitas coisas que a ciência comprova hoje que a filosofia e a espiritualidade já haviam dito antes".
Segundo ela, as várias formas de fé fazem parte desse mutirão. "As várias contribuições que estão sendo dadas pelos cientistas, pelas lideranças políticas, pelos empresários, pelas mulheres e pelos povos tradicionais".

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