Presidente Lula durante discurso em inauguração da fábrica de hemoderivados da Hemobrás em GoianaReprodução/redes sociais/Gov
Durante discurso na inauguração da fábrica de hemoderivados da Hemobrás em Goiana (PE), Lula afirmou que o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é uma "insensatez". Ele ressaltou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está sendo julgado por tentativa de golpe e supostamente tramar o seu assassinato.
"Nós não aceitamos dizer que no Brasil não tem direitos humanos por causa dele (Bolsonaro). Ele deveria ser julgado num tribunal internacional pela quantidade mortes de Covid aqui, que ele tem responsabilidade. Pelo menos 300 mil mortes", disse Lula. "É da responsabilidade dele, de receitar remédio que não presta para nada, de dizer que quem tomava vacina virava gay, virava jacaré", acrescentou.
O presidente afirmou que não é do tipo que "fala fino" com os Estados Unidos e "fala grosso" com países como a Bolívia - alvo de interesse de Trump por conta de minerais raros. Ainda sobre o tarifaço imposto pelo governo norte-americano, Lula disse que o Brasil não deixará empresas "morrerem à míngua", mas também não ficará "chorando" diante da medida.
Em discurso voltado para a plateia, ele reforçou que um país soberano precisa garantir segurança alimentar e saúde à população como prioridade, e voltou a prometer a criação da Universidade do Esporte e da Universidade Indígena. Ele salientou que com seu governo o País está mais perto de ser "melhor e mais justo". Segundo o petista, se os EUA não quiserem comprar produtos brasileiros, não é por isso que ficará "rastejando".
A respeito da revogação de visto do secretário do Ministério da Saúde, Mozart Júlio Tabosa Sales, e de Alberto Kleiman, um ex-funcionário do governo brasileiro, por conta do programa Mais Médicos, Lula solidarizou-se. "Não fique preocupado com visto dos EUA, você tem lugar para andar pelo Brasil", afirmou.
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