O pastor Silas Malafaia tem aparecido constantemente na mídia em defesa do ex-presidente Jair BolsonaroPedro Teixeira/ Agência O Dia

A Polícia Federal (PF) incluiu o pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, em inquérito que investiga o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o jornalista Paulo Figueiredo.

Esse inquérito, aberto em maio e relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, apura ações contra o Supremo Tribunal Federal (STF), contra agentes públicos e a busca por sanções internacionais contra o Brasil. De acordo com Moraes, essas ações têm o objetivo de atrapalhar o andamento do processo referente à tentativa de golpe de Estado, no qual Bolsonaro é réu.

O pastor criticou, nas redes sociais, a condução da investigação por parte das autoridades, que, segundo ele, foi vazada primeiramente para a Globonews antes de ele ter recebido qualquer aviso.

"Primeiro, eu não falo inglês e não tenho conhecimento de nenhuma autoridade americana. E o que me pasma e me deixa de boca aberta é que eu sei isso por meio da Globonews. Eu não recebi notificação nenhuma. Que país é esse em que a Polícia Federal vaza alguma acusação para alguém antes de a pessoa ser informada?", disse.

Malafaia ainda afirma que continuará se posicionando debaixo da Constituição e que não aceitará ser calado pelo ministro do STF. "Estamos vendo a PF promover perseguição. Isso aqui é o que? A Polícia Federal virou Gestapo do Nazismo? KGB da União Soviética? Está caminhando para a venezuelização, onde o cidadão não pode criticar as autoridades. Onde está isso na Constituição? Eu não vou me calar, não tenho medo de vocês", completou.
Os crimes investigados são: coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

O pastor é um dos maiores apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos investigados e presos pelos atos de 8 de janeiro. Ele já organizou diversos eventos em defesa de Bolsonaro, incluindo uma manifestação realizada no último dia 3 de agosto.