Apesar de já ter comunicado a decisão ao PT, Haddad ainda não conversou com LulaLula Marques / Agência Brasil
Segundo Haddad, há pautas importantes para serem tocadas pelo ministério sob sua gestão, como a reforma do Imposto de Renda. O ministro mostrou-se satisfeito com a equipe que lidera. "Sou muito entusiasmado com as pessoas que colaboram hoje comigo na Fazenda", disse. Haddad, em entrevista ao UOL.
"O que o presidente espera, e que ele tem razão na minha opinião, é defender nosso legado e medidas", disse. "Presidente pode ouvir opiniões, mas decisão sobre equipes é atribuição dele", acrescentou. Haddad, porém, evitou falar sobre a futura troca ministerial esperada para o ano que vem.
Ele também avaliou que é normal que aqueles partidos que dão sustentação ao governo não precisem estar apoiando a chapa de Lula nas próximas eleições. Porém, Haddad voltou a criticar a tendência do que chamou de "partidos da elite" em apoiar candidatos que foquem em pautas conservadoras. "É aquele 'rame rame' de sempre"", disse.
"Tem setores que exportam mais de 50% para lá, tem empresas que vão sofrer, mas macroeconomicamente falando o país tem condições de enfrentar", disse Haddad, exemplificando que há produtos cujos preços estão em queda, como o café.
"Preço do café está caindo porque está aumentando oferta interna", afirmou o ministro da Fazenda.
Benefícios fiscais infraconstitucionais e IR
Na mesma entrevista, Haddad disse que o governo pretende aprovar ainda este ano corte linear de 10% dos benefícios fiscais infraconstitucionais. "Pretendemos aprovar essa proposta que veio das duas Casas", comentou, em referência à Câmara dos Deputados e ao Senado.
O ministro também afirmou que acredita que o compromisso sobre garantir a compensação no projeto de lei que altera regras do Imposto de Renda será honrado.
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