Drogas eram enviadas por deliveryDivulgação / Polícia Civil
Biólogo é preso em BH por comandar estufas de haxixe e skunk
Homem usava redes sociais para vender drogas, oferecia cursos a traficantes e lavava dinheiro por meio de empresa de fachada, segundo a polícia
Um biólogo, de 40 anos, foi preso em flagrante, na manhã desta quarta-feira (3), em sua casa, no bairro Dom Bosco, região Oeste de Belo Horizonte, Minas Gerais. Ele mantinha estufas para a produção de haxixe e skunk, variações da maconha vendidas a preços altos. O homem negociava a mercadoria pelas redes sociais e oferecia cursos para traficantes interessados em aprender a produzir drogas como as dele.
"Esse indivíduo é um especialista na arte, entre aspas, de transformar a maconha em haxixe e derivados da maconha com maior índice de THC. Além de fabricar as drogas, ele também dava cursos de monitoria, tipo tutor, para outros traficantes fazerem esse tipo de droga. Então, a investigação demonstrou que ele é uma pessoa importante nessa organização criminosa, que, além de ter estufas, laboratórios onde ele fabricava o skunk e o haxixe", disse o delegado Sérgio Belisário, chefe da divisão especializada de combate ao narcotráfico do Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc).
As investigações indicam que o biólogo desempenha um papel importante no esquema de tráfico de drogas gourmet. "Ele tinha estufas onde fabricava a droga, que era revendida pelas mídias sociais para BH e Região Metropolitana e passada para outros revenderem”, explicou o delegado. Os entorpecentes eram entregues por delivery.
"Além de ter uma empresa de fachada de venda de produtos agrícolas, ele (o suspeito) tinha estufas, laboratórios onde ele fabricava o skunk e o haxixe e revendia tudo por meio de redes sociais para usuários de BH e região metropolitana inteira, além de passar para outros traficantes revenderem. Muitas vezes, essas drogas eram entregues de modo delivery, através de motoboys. É todo um esquema, uma cadeia criminosa comandado por indivíduo formado em biologia, que usou todos os conhecimentos para poder fazer esse trabalho biológico e químico de aperfeiçoamento das drogas", afirmou o delegado.
O homem também é suspeito de lavar dinheiro do crime por meio de uma empresa de fachada criada para evitar suspeitas. O biólogo já havia sido preso em 2017, quando foi flagrado em um galpão de Contagem (MG) atuando da mesma forma.

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