O ex-comandante da Marinha Almir GarnierTânia Rêgo/Agência Brasil
Sobre a acusação de organização criminosa, Fux entendeu que a PGR apresentou uma “descrição mínima da conduta delituosa”, sem elementos suficientes para sustentar a condenação. “Não há nos autos provas de que Garnier tenha integrado de forma estável ou permanente uma organização voltada à prática de crimes contra o Estado Democrático de Direito”, disse.
O ministro também questionou a interpretação do Ministério Público de que o prestígio recebido por Garnier entre militares após as reuniões seria indício de prática criminosa. “O procurador-geral da República afirma que sua convicção foi reforçada pelo fato de que o almirante, depois da segunda reunião, passou a ser enaltecido por militares da ativa e da reserva, sendo chamado de ‘patriota’. Será que isso é crime?”, indagou.
Com o voto, Fux se posicionou pela absolvição de Garnier em todos os cinco crimes, marcando a primeira manifestação nesse sentido no julgamento dos acusados de participação em uma tentativa de golpe de Estado.

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