Vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo AlckminReprodução/redes sociais

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, negou há pouco a possibilidade de o País ter dificuldades nas negociações comerciais com os Estados Unidos por causa da condenação ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento da trama golpista.

"Entendo que não, porque não há nenhuma relação entre decisão do Poder Judiciário e política regulatória. Imposto de importação é política regulatória", afirmou.

Segundo Alckmin, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem orientado o diálogo e a negociação. "Nós estamos permanentemente trabalhando, porque não há justificativa para o tarifaço. Dos dez produtos que os EUA mais exportam para nós, oito tem tarifa zero. E a tarifa média para entrar no Brasil é 2,7%", afirmou.

O vice-presidente lembrou que os EUA têm superávit comercial com o Brasil, e disse que as exportações deles ao país estão crescendo 12% neste ano. "Vamos trabalhar para reduzir impostos ao Brasil."
Anistia
Geraldo Alckmin, disse, ainda, que a anistia, articulada por grupos da oposição no Legislativo, é uma questão que caberá em última análise ao Poder Judiciário.

Ao voltar a comentar o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros réus por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, ele reafirmou que o Brasil deve um "justo reconhecimento" à Polícia Federal (PF), à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao STF, que cumpriram sua missão de "maneira exemplar".

"Quem garante as liberdades é a democracia e é importante para o País ter boas instituições. As pessoas passam, as instituições ficam. O que faz diferença no "País é ter boas instituições", disse.

Alckmin participou de visita à concessionária V12 da Volkswagen, em Brasília. Em relação à venda de automóveis sustentáveis, ele disse que houve aumento de 26,1% de 11 de julho a 11 de setembro, o que mostra que "quando reduz o imposto, vende mais".