Presidente Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald TrumpAFP
"O governo dos Estados Unidos está usando as tarifas e a Lei Magnitsky para buscar impunidade para o ex-presidente Jair Bolsonaro, que orquestrou um golpe de Estado malsucedido em 8 de janeiro de 2023, em um esforço para subverter a vontade popular expressa nas urnas", disse o artigo.
Dirigindo-se diretamente ao presidente dos EUA, Donald Trump, Lula afirmou que o País está aberto a negociar quaisquer coisas que tragam benefícios mútuos para os países. "Mas a democracia e a soberania brasileira não estão na mesa", escreveu Lula, repetindo que não há razões econômicas para impor tarifas contra o Brasil.
O petista ainda endereçou diversos pontos levantados pelas autoridades norte-americanas na aplicação das sanções e no lançamento de uma investigação sobre práticas comerciais do País.
Lula negou que o julgamento de Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) tenha sido uma "caça às bruxas", termo usado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, na carta que anunciou as tarifas de 50%. Na quinta-feira, após o STF formar maioria para condenar Bolsonaro, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, usou o mesmo termo ao dizer que os EUA responderão adequadamente a "essa caça às bruxas".
O presidente brasileiro lembra que as investigações sobre a tentativa de golpe no País revelaram um plano para assassinar a ele, ao vice-presidente Geraldo Alckmin e ao ministro do STF Alexandre de Moraes.
Lula também disse que alegações de que o Brasil teria práticas injustas no comércio digital e em serviços de pagamentos eletrônicos, por supostamente priorizar o Pix, não têm base.
"O governo Trump também acusou o sistema judiciário brasileiro de mirar e censurar empresas de tecnologia americanas. Essas alegações são falsas. Todas as plataformas digitais, domésticas ou estrangeiras, estão sujeitas às mesmas leis no Brasil. É desonesto chamar a regulação de censura, especialmente quando o que está em jogo é a proteção das nossas famílias contra fraudes, desinformação e discurso de ódio", escreveu o presidente, lembrando também da redução do desmatamento no seu mandato.
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