A um mês e meio da prova, estudantes ainda têm dúvidas sobre o que fazer na reta final para o exameDivulgação
O que fazer nessa reta final?
Para Álvaro Mendes, professor de Biologia do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) e mentor do curso pré-vestibular VipMed, é preciso que o aluno foque em revisar os conteúdos que mais aparecem no Enem. Além disso, ele reforça que a resolução de exercícios é fundamental nesse momento final. Segundo Mendes, é importante que o estudante faça simulados e provas antigas para que ele possa se familiarizar com a prova.
“Saber administrar o tempo também é essencial nesse momento. O candidato só consegue aprender isso treinando”, acrescenta. O docente explica ainda que a gestão das horas e minutos pode ser crucial para um bom resultado final. Ele lembra que o Enem valoriza o acerto de questões fáceis em detrimento das difíceis. Ou seja, ao gerenciar o tempo de prova de forma correta, o aluno consegue dar mais atenção aos itens que ele precisa necessariamente acertar.
Já o professor de História do Colégio e Curso AZ e coordenador acadêmico do Ícone Colégio e Curso, Élio Alencar, acredita que, além de fazer o maior número possível de questões, o vestibulando precisa corrigi-las com atenção. “É necessário que o aluno faça uma checagem, para saber qual foi o número de acertos e qual foi o número de erros. Em seguida, ele tem que identificar quais são as razões para aquelas falhas”, afirma o docente. De acordo com Alencar, falta de atenção, má interpretação do enunciado e o não domínio do assunto cobrado são os aspectos que geralmente levam os candidatos ao erro.
Mudar completamente os hábitos, mexer na rotina e alterar a alimentação estão entre as coisas que o vestibulando não deveria fazer faltando pouco tempo para a prova, segundo Álvaro Mendes. O professor ressalta também que é importante que o estudante consuma comidas leves na véspera da avaliação para ir para o exame se sentindo bem.
“O aluno não deve mudar nada que já está acostumado a fazer. Comer algo que ele não conhece ou não sabe a procedência pode ser um empecilho no dia da prova. Evitar dormir tarde e ir para festas na véspera do Enem também é fundamental para um bom desempenho. É necessário estar preparado e descansado no dia porque são muitas questões”, complementa.
Já Elio Alencar indica que o estudante fuja dos extremos. Alunos que acreditam que não estão preparados ou que não fizeram um bom ano de estudos ainda têm tempo para mudar o resultado final da prova. “Levando em consideração que o aluno tem cerca de um mês para resolver parte de seus problemas, isso pode ser um diferencial. Então ele não deve abandonar a preparação por conta desse sentimento”, afirma o coordenador.
O docente lembra que o candidato também não deve ir para outro extremo: acreditar que em 40 dias ele vai conseguir dar conta de todo aquele conteúdo que não conseguiu ver durante o ano. Alencar ressalta a importância de se encontrar um equilíbrio nessa reta final.
Experiência dos vestibulandos
Manuela Lobo de Souza, de 20 anos, tenta conquistar a vaga no curso de Medicina em uma universidade federal. Como não é a primeira vez a primeira experiência dela no Enem, a estudante diz que está buscando fazer diferente este ano.
“Estou tentando relaxar um pouco desta vez, porque eu fico muito nervosa quando chega perto da prova. Atividades mais leves, como exercício físico e sair com amigos, me ajudam a regular minha ansiedade nessa reta final”, explica a vestibulanda.
Manuela também aposta em fazer muitos simulados nesse momento pré-Enem. Segundo ela, essa forma de estudo a deixa mais confiante e tranquila para o dia da prova. Além disso, a candidata acrescenta que a parte mais desafiadora da avaliação, para ela, é a administração do tempo.
Por outro lado, Amanda Damasceno Toscano Costa, de 22 anos, usa a reta final para analisar seus erros e entender o porquê de eles ocorrerem. Dessa forma, ela tenta descobrir se tem alguma falha de conhecimento, algum raciocínio que ainda não pegou ou se não está conseguindo interpretar bem as questões.
Em seu terceiro ano tentando conquistar um espaço no curso de Medicina por meio do Enem, a vestibulanda percebe que antes focava muito mais em aprender a teoria. Dessa vez, Amanda têm priorizado fazer simulados e exercícios. Ela diz que procura fazer 160 questões todos os dias para se preparar para a prova e se acostumar com o padrão Enem.



Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.