Governo quer secretarias da Mulher em todos os estados até fim do ano Marcelo Camargo/Agência Brasil
Os estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Roraima ainda não contam com a representação voltada à proteção das mulheres e à promoção da igualdade de gênero. “Temos que criar essas secretarias, e a ideia é que a gente tenha todos os estados com as secretarias estaduais até o fim do ano”, disse em entrevista à Agência Brasil.
Sistema único
Márcia Lopes explicou que, se o sistema for criado por lei, todos os estados deverão ter um órgão gestor, fundos públicos, órgãos de controle social, como os conselhos de direitos da mulher estaduais e municípios, e com garantias.
“[Se criado] será uma instituição oficial, formal, de uma política pública de Estado, independente de mandatos, de governos, ela tem que permanecer. Isso é um avanço e uma deliberação muito importante de ontem.”
Acordos
A ministra lembrou que existe também uma grande demanda pela ampliação do número de delegacias especializadas no atendimento à mulher.
Marcia Lopes ainda assinou um acordo de cooperação técnica com os Correios, para a realização de ações de enfrentamento à violência contra as mulheres e divulgação do Ligue 180. O serviço de utilidade pública do governo federal recebe denúncias de violações contra as mulheres e encaminha o conteúdo dos relatos aos órgãos competentes, monitorando o andamento dos processos.
O aplicativo dos Correios já tem conexão direta via WhatsApp ou ligação para o Ligue 180. A funcionalidade possibilita que as mulheres em situação de violência possam pedir ajuda por meio do app, sem chamar a atenção do agressor.
Outro acordo, firmado com o Ministério da Pesca e Aquicultura, destina R$ 10 milhões para beneficiar pescadoras artesanais e marisqueiras. “Esse recurso é para a formação, organização das cooperativas das mulheres pescadoras. Elas são fundamentais na economia local”, destacou a ministra.
Racismo e transfobia
"Nesta conferência, nós manifestamos, por meio de cartas, o compromisso ético e político em relação ao racismo, à transfobia e a todos os processos que geram e reproduzem o preconceito, o machismo e a discriminação."
A ministra destacou que sua pasta apoia a realização da Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver. O ato político será protagonizado por mulheres negras, em 25 de novembro, na capital federal.
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