Suely Araújo negou licença de exploração de petróleo para uma área próximaJosé Cruz/Agência Brasil
No entanto, ela apontou uma "dupla sabotagem" no episódio. "É uma porteira para outros licenciamentos. Ficará complicado negar licenças para outros blocos que estão próximos. Essa decisão sai às vésperas da COP30 e o Brasil sairá enfraquecido no seu papel de líder climático", avaliou Suely Araújo.
Em uma primeira fase, a Petrobras pretende avaliar se será possível explorar petróleo e gás na área em escala econômica. O objetivo é repetir o sucesso da americana ExxonMobil na Margem Equatorial da Guiana, onde opera mais de 30 jazidas de petróleo desde 2015. A presidente da companhia, Magda Chambriard, afirmou que a obtenção da licença "é uma conquista da sociedade brasileira".
A decisão do Ibama encerra cinco anos de embates dentro do governo. Após meses de controvérsia, opondo ambientalistas e o setor de óleo e gás, a aprovação ocorre a pouco mais de duas semanas da COP30, sediada pelo País em Belém do Pará. Organizações ambientalistas prometeram judicializar a decisão.
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