Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) AFP
"O meu nome está colocado. A indicação do presidente Bolsonaro é Flávio Bolsonaro. Eu só abro mão se for para Jair Messias Bolsonaro e, para isso, ele tem que estar livre e nas urnas, e não é o cenário que a gente está vendo", declarou Flávio a jornalistas, após visitar seu pai na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília.
Flávio voltou a comentar sobre a resistência a seu nome de partidos de centro, como PSD e Republicanos, e afirmou que quer um apoio nem que seja em "um segundo momento". "O que eu tenho feito nos últimos dias é mostrar que eles estão errados. E pode ter certeza que muito em breve, até as pesquisas ligadas ao PT mostrarão um grande crescimento do nome Flávio Bolsonaro", falou.
"Óbvio que eu quero os partidos junto comigo já no primeiro momento, mas, se não for possível, eu tenho a convicção, sempre foi muito claro, sempre disse isso, que se a gente não estiver junto no primeiro momento, certamente no segundo momento nós estaremos", disse.
"Realmente tem esse problema que precisa ser corrigido. A gente está tentando ver como é que faz alguma alteração ali para evitar que esse benefício seja dado a marginais de verdade, marginais perigosos de verdade, na carona da votação desse projeto. Precisamos aprimorar esse texto", declarou Flávio a jornalistas, após visitar seu pai na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
Flávio afirmou que o texto aprovado pela Câmara foi divulgado sem antecedência, o que teria feito com que muitos deputados votassem sem saber o teor. O parlamentar disse esperar uma aprovação ainda nesta semana, mesmo caso demande nova análise da Câmara, e que conversará nesta terça-feira, 16, com o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), que tem feito as articulações.
"Não sei como é que vai ser, como é que foi a conversa do líder Rogério Marinho, mas a ideia é que se chegue a uma conclusão desse processo ainda essa semana, que é a última, antes do recesso", falou.
Saúde de Bolsonaro
Flávio voltou a criticar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes por impedir que Bolsonaro faça uma cirurgia. Segundo Flávio, o ex-chefe do Executivo descobriu hérnias nas duas pernas.
"Ao fazer o exame de imagem, ele acaba descobrindo que tem, além desta hérnia na perna direita, tem uma também na perna esquerda. Como é uma hérnia, ou seja, um espaço entre os músculos, se o intestino dele começa a pressionar a parede do músculo, e sai através do músculo, ele pode fazer um estrangulamento na dobra do intestino. E ele ser obrigado a fazer uma nova cirurgia, que é muito mais agressiva", disse.
Flávio disse, porém, que durante a visita desta terça, Bolsonaro "estava mais animado", sem soluço.
O senador ainda afirmou não ter sentido "nada" ao receber a notícia de que Moraes foi retirado da lista de sanções da Lei Magnitsky.
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