Lula quer manter Alckmin como vice na chapa que disputará a eleição presidencialDivulgação / MDIC/ André Neiva

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou nesta quinta-feira, 5, que tem até 4 de abril para se desincompatibilizar do cargo no ministério. "Está longe ainda", disse.
Ele também lembrou que a vice-presidência não exige desincompatibilização. Nos bastidores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem dito a interlocutores que pretende manter Alckmin como vice em uma eventual chapa de reeleição. A ideia é que o vice-presidente tenha um duplo papel na disputa: além de compor novamente a chapa presidencial, ajudaria na articulação política para a eleição ao governo de São Paulo.

O nome de Alckmin chegou a ser citado como possível candidato ao governo paulista. No entanto, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), já disse a aliados que pretende disputar o cargo, afirmando que não poderia recusar um pedido feito por Lula.

A estratégia do Palácio do Planalto é que Alckmin auxilie Haddad na construção de uma estratégia eleitoral para ampliar a votação no interior paulista. A avaliação é que o vice-presidente pode ajudar a dialogar com setores mais conservadores do eleitorado e com segmentos como o agronegócio.

Alckmin foi governador de São Paulo por quatro mandatos e mantém interlocução com diferentes setores do Estado. Apesar disso, perdeu parte do apoio entre conservadores após deixar o PSDB, migrar para o PSB e se aliar a Lula na eleição de 2022. No diagnóstico do Planalto, contudo, ele ainda representa um contraponto de centro dentro da chapa presidencial. O vice-presidente, por sua vez, não demonstra interesse em disputar uma vaga no Senado.