Bosque da COP15 faz parte de projeto para a criação de miniflorestas onde há poucas árvoresRafa Neddermeyer/Agência Brasil
“Esse é o mais importante evento de toda a COP, porque a ação importa mais e é para que ela aconteça que nos reunimos. Tem um ditado antigo que diz pensar global e agir local e é o que estamos fazendo hoje, porque todos têm um papel a desempenhar para a proteção das espécies migratórias”, afirmou a secretária executiva da Convenção de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS), Amu Fraenkel.
Diplomatas, delegados dos países, representantes de movimentos ambientalistas de conservação de diferentes espécies e pessoas de todas as idades que vivem na cidade se conectaram com a terra e a natureza, alinhados ao tema Conectando a Natureza para Sustentar a Vida, escolhido para o encontro global. Juntos criaram o Bosque da COP15.
A bióloga Sílvia Ray Pereira, da Gerência de Arborização da prefeitura, diz que o lugar escolhido é estratégico na criação de áreas verdes para a cidade.
“O Bosque da COP15 entra em um projeto que lançamos ano passado para a criação de miniflorestas onde há poucas árvores, principalmente praças, para que a gente concilie arborização urbana, saúde da população e ainda atenda os animais silvestres”, destaca a bióloga.
Plenária
“Amanhã, na plenária final, elas serão oficialmente adotadas pela convenção”, afirma o presidente da COP15, João Paulo Capobianco.
Após a plenária final, também entrarão para as listas de proteção pela CMS as seguintes espécies:
- Anexo I (espécies ameadas de extinção): as aves maçarico-de-bico-torto e maçarico-de-bico-virado;
- Anexo II (espécies que demandam esforços internacionais de conservação): o peixe pintado, o tubarão cação-cola-fina e a ave caboclinho-do-pantanal;
- A ariranha e os petréis, ou grazinas, serão incluídos nas duas listas.
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