Deputado Federal Bebeto durante encontro com as principais lideranças do Sul Fluminense na Comissão de Viação e Transportes (CVT), na Câmara dos DeputadosDivulgação/Ascom deputado federal Bebeto
Em resposta à pressão política e judicialização do caso, o Governo Federal, por meio do Ministério dos Transportes (MT), disponibilizou auxílio emergencial de R$ 30 milhões para tirar a rodovia do limbo.
Segundo o deputado federal Carlos Roberto Rodrigues (PP-RJ), conhecido como "Bebeto", que acompanha de perto o problema, o recurso será destinado para priorizar intervenções na malha viária, implementação de fiscalização por meio de radares de velocidade e sinalização, a fim de "frear a escalada de acidentes e mortes".
"A BR está em completo abandono, sem nenhuma fiscalização dos transportes de carga e monitoramento por meio de radares de velocidade, o que possibilitou o maior fluxo na via e de forma desordenada, sem segurança, com cada condutor fazendo a sua própria lei. O resultado é a depredação da malha viária, que apresenta muitos buracos, dada pelo peso de cargas que passam por ali a cima do limite permitido e acidentes frequentes por imprudência, alta velocidade e falta de monitoramento. A quebra de contrato com a K-Infra não previu a concessão imediata de outra concessionária, o que deixou a Rodovia num vazio de gestão e fiscalização a quase um ano", disse Bebeto.
Confira os principais pontos da entrevista realizada com o parlamentar:
Deputado, o senhor foi o autor do requerimento desta audiência. Qual o saldo desse encontro para a população do Sul Fluminense?
"O saldo é de ação concreta. Não viemos aqui apenas para lamentar o estado da BR-393, que todos sabemos ser crítico. Saímos com o compromisso do Ministério dos Transportes de um aporte de R$ 30 milhões. Isso não é promessa, é recurso para asfalto, para sinalização e para a volta dos radares. Precisamos salvar vidas hoje, não daqui a dois anos".
"Três empresas vão assumir em caráter emergencial a concessão da BR-393, conforme informado pelo ministro dos transportes George Santoro. Elas vão atuar como "tampão" para fazer a manutenção operacional, preservação e segurança da via. Paralelamente, tramita o processo de licitação de novo contrato para concessão fixa que foi dado prazo até dezembro de 2026 para fechamento desse processo."
A solução das empresas "tampão" não corre o risco de ser apenas paliativa?
"É uma solução de continuidade para contingenciamento imediato e necessário para que o dinheiro gasto também não seja em vão. O erro do passado foi deixar o contrato sangrar até a rodovia ficar intransitável. Uma quebra de contrato brusca sem planejamento de substituição rápida. Agora, essas empresas entram com uma missão clara: manter o que foi consertado e garantir o socorro médico e mecânico. Elas cuidam da vida e da operação enquanto o Governo Federal prepara um edital licitatório robusto, com uma empresa que tenha saúde financeira para investir de verdade."
Qual o próximo passo para garantir que esses radares e as obras saiam do papel imediatamente?
Acompanhamento de perto e constante. Já temos o cronograma do DNIT e o compromisso do Ministério. Agora, o papel da comissão na Câmara e dos prefeitos é fiscalizar a execução. Não permitiremos que esse recurso se perca em burocracia. A BR-393 é o coração logístico da região e precisa voltar a ser uma estrada segura para quem trabalha e circula por ela.
O senhor mencionou cronograma já firmado. Qual o prazo já estabelecido para finalização das medidas de urgência?
A audiência
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