Acordo cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundoReprodução
Sem tarifas da União Europeia, as empresas brasileiras poderão vender a maior parte de seus produtos para a Europa sem pagar impostos de entrada, o que reduz custos e aumenta a competitividade frente a concorrentes de outros países.
O acordo cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, conectando um mercado de mais de 700 milhões de consumidores. Segundo a CNI, mais de 5 mil produtos brasileiros terão tarifa zero imediatamente, incluindo itens industriais e agrícolas.
O que muda para as exportações brasileiras
Dos 2.932 produtos que terão tarifas zeradas já no início:
- Cerca de 93% (2.714) são bens industriais
- Os demais incluem itens do setor alimentício e matérias-primas
Isso tende a favorecer principalmente a indústria brasileira, que ganha acesso mais competitivo a um dos mercados mais exigentes e relevantes do mundo.
Setores mais beneficiados
- Máquinas e equipamentos (21,8% dos 2.932 produtos com redução imediata);
- Alimentos (12,5%);
- Metalurgia (9,1%);
- Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (8,9%);
- Produtos químicos (8,1%).
No caso do setor de máquinas e equipamentos, quase 96% das exportações brasileiras para a Europa passam a entrar sem tarifa. Isso inclui produtos como compressores, bombas industriais e peças mecânicas.
Na área de alimentos, centenas de itens também terão tarifa zero, ampliando o espaço para produtos brasileiros no mercado europeu.
Por que o acordo é importante?
Além disso, o tratado traz mais previsibilidade para as empresas, com regras claras sobre comércio, compras governamentais e padrões técnicos.
Implementação gradual
- Em até 10 anos na União Europeia
- Em até 15 anos no Mercosul
- Em alguns casos específicos, como novas tecnologias, o prazo pode chegar a 30 anos
Próximas etapas
Além disso, entidades empresariais dos dois blocos devem criar um comitê para acompanhar a aplicação do acordo e ajudar empresas a aproveitar as novas oportunidades.
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