IBGE: 10% mais ricos da população receberam 13,8 vezes mais do que os 40% com menos renda em 2025Reprodução
Os dados do IBGE mostram que a renda permanece bastante concentrada no Brasil. Os 10% mais ricos da população receberam, em média, 13,8 vezes mais do que os 40% com os menores rendimentos em 2025. Os 10% mais ricos concentravam 40,3% de toda a massa de rendimentos domiciliares, bem mais que a parcela de 32,8% que coube aos 70% mais pobres juntos.
Bolsa família
O mercado de trabalho aquecido ajudou a aumentar o número de brasileiros com algum tipo de renda para um recorde de 143 milhões de pessoas em 2025, correspondente a 67,2% de toda a população do País. Ao mesmo tempo, caiu o número de lares recebendo o Bolsa Família.
A população com rendimento habitual do trabalho subiu para 101,6 milhões, enquanto a população recebendo aposentadoria e pensão somou um total de 29,3 milhões. Já os beneficiários de programas sociais do governo totalizaram 19,4 milhões.
Considerando as pessoas com alguma renda, o rendimento médio de todas as fontes alcançou um valor recorde de R$ 3.367 em 2025, ficando 5,4% acima do registrado em 2024. O rendimento médio mensal real habitualmente recebido de todos os trabalhos também foi recorde: R$ 3.560, com alta de 5,7%.
Quanto ao valor médio do rendimento de outras fontes, a categoria aposentadoria e pensão manteve o maior valor médio em 2025, R$ 2.697; o de programas sociais do governo foi de R$ 870; o de aluguel e arrendamento, R$ 2.526 (o que representou alta de 11,8% ante 2024); pensão alimentícia e mesada, R$ 863; e demais rendimentos, como seguro-desemprego, aplicações financeiras e bolsas de estudos, R$ 2.302.
A participação dos programas sociais no rendimento domiciliar per capita teve recuo de 3,8% em 2024 para 3,5% em 2025. "Tal variação está relacionada ao fato de que, no último ano, houve estabilidade tanto do valor médio pago como benefício pelo conjunto dos programas sociais do governo quanto do total de pessoas que recebiam tais benefícios, enquanto algumas outras categorias de rendimento tiveram aumento nesses componentes", justificou o IBGE.
PIB per capita
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