Ronaldo Caiado participou da sabatina do Jornal Nacional, na TV Globo, nesta última terça-feira (25)Divulgação / CNC
"Quando ele fala no Desenrola, ele é que te enrolou. O Lula é que te enrolou. O Lula passou a ser o grande agiota no Brasil", declarou. Caiado criticou o patamar alto dos juros e afirmou que o governo estimula o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para "pagar o agiota".
O candidato também reiterou que vai limitar as despesas públicas a 50% do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), sem informar quais gastos vai cortar.
"O mercado todo vai saber: agora sim tem um presidente que tem comando do País, tem um presidente que tem palavra cumprida", declarou. "Vai baixar 100%, vai para 6% a taxa de juros e para 3% a inflação. Isso não é milagre, o (Michel) Temer fez."
"Você sabe como é que essa matéria foi votada no Congresso Nacional? Você já viu na sua vida uma emenda à Constituição brasileira, que mexe com 215 milhões de brasileiros, seja votada por voto virtual? Onde o parlamentar esperava chegar: olha, depositaram a emenda positiva aí para o prefeito, então vota 'sim'. O que é isso?", questionou Caiado.
O candidato também criticou a proposta de ampliação do Imposto Seletivo. "Pecado quem está fazendo é o Lula", afirmou, ao criticar a expressão "imposto do pecado", associada ao Imposto Seletivo. "Ele vai meter o Imposto Seletivo. É um cheque sem fundo que o brasileiro está dando a ele, porque ele vai aumentar a carga tributária, que já é de 32%, e vai botar para 34%."
Quebra de sigilos
Durante a sabatina, Caiado fez um apelo ao Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar o sigilo de processos ligados a fraudes nos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ao Banco Master e à Operação Carbono Oculto.
"Eu queria fazer uma solicitação ao Supremo Tribunal Federal. Nós estamos numa eleição em que nós não podemos, amanhã, ser surpreendidos. Eu pediria que eles refletissem bem e abrissem o sigilo do INSS, do caso Master e, junto a ele, também, toda essa parte do Carbono Oculto, para que nós não fôssemos, amanhã, enganados", declarou Caiado. "Pessoas envolvidas em graves crimes e que amanhã pudessem ser eleitas.", finalizou.