Lula, que tinha 38% no levantamento anterior, oscilou positivamente para 39%. Já Flávio saiu de 33% para 35%Agência Brasil e Reprodução
Empate técnico no 1º turno
Augusto Cury (Avante) oscilou negativamente, de 8% para 6%. Ronaldo Caiado (PSD) marcou 4%, Renan Santos (Missão), 3%, e Romeu Zema (Novo), 2%.
Samara Martins (UP), Edmilson Costa (PCB), Clariana Barão (DC) e Rui Costa Pimenta (PCO) pontuaram 1%. Brancos e nulos são 6% e indecisos, 4%.
50% desaprovam desempenho pessoal de Lula e 47% aprovam
A pesquisa mostra uma leve melhora na avaliação do governo em relação ao último levantamento. Na semana passada, Lula era reprovado por 51% e aprovado por 45%, enquanto 4% não souberam responder. Em agosto, o petista era reprovado por 50% e aprovado por 47%, enquanto 3% não souberam responder, mesmos números desta sexta-feira.
Lula se vê diante de um cenário estagnado quando os eleitores são chamados a avaliar o governo como ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo. O porcentual dos que consideram o governo ótimo ou bom caiu de 33% em agosto para 31% na semana passada e agora foi a 32%. Os que o consideram ruim ou péssimo eram 41% em agosto, foram a 42% na semana passada e se mantiveram em 42% agora. Os que consideram a gestão regular eram 25% tanto em agosto quanto na semana passada e nesta semana. Nos três levantamentos, 1% se disseram indecisos.
Um sinal negativo para a campanha de Lula é o fato de que, pela primeira vez, ele tem o mesmo porcentual de rejeição que Flávio Bolsonaro. No caso dos dois, 46% dos eleitores dizem que não votariam neles de jeito nenhum. Renan Santos (Missão) é rejeitado por 17%. Romeu Zema (Novo), por 16%. Ronaldo Caiado (PSD), por 14%. Augusto Cury (Avante), por 10%.
Na rodada anterior, Flávio era rejeitado por 47% dos entrevistados. Lula era rejeitado por 45%. Os dois oscilaram dentro da margem de erro e agora se encontram numericamente empatados.
A campanha do presidente da República enfrenta um desgaste nas últimas semanas, principalmente por investigações contra Fábio Luís Lula da Silva, filho de Lula conhecido na mídia como Lulinha, e Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente e conhecido como Marcola.
Nas duas últimas semanas, o desgaste se intensificou com a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e a disputa entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. A proximidade que Lula cultivou com o Supremo, em especial com Moraes, desde 2022 é vista até na campanha do presidente como um fator que acentua o desgaste eleitoral dele.
Para tentar conter esse cenário, Lula passou a defender publicamente a quebra de sigilo de toda a investigação do caso Master. Além de se tratar de um discurso em prol da transparência e como resposta à crise no STF, o gesto também é visto como um possível centro de desgaste a Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Como revelado nesta sexta-feira, 11, o senador é oficialmente investigado na ação em andamento no STF.
Lula com 39% dos votos totais e Flávio, 35%, em empate técnico no 1º turno
O Datafolha fez questionamentos com dois cenários: um com e outro sem o influenciador digital Pablo Marçal (PRTB). Nesta sexta-feira, 11, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria para rejeitar a candidatura de Marçal.
A seguir a pontuação dos candidatos no cenário sem Marçal:
- Lula (PT): 39% (de 38%)
- Flávio Bolsonaro (PL): 35% (de 33%)
- Escritor Augusto Cury (Avante): 6% (de 8%)
- Ronaldo Caiado (PSD): 4% (sem variação em uma semana)
- Renan Santos (Missão): 3% (sem variação em uma semana)
- Romeu Zema (Novo): 2% (sem variação em uma semana)
- Samara Martins (UP): 1% (sem variação em uma semana)
- Rui Costa Pimenta (PCO): 1% (sem variação em uma semana)
- Clariana Barão (DC): 1% (antes era zero)
- Edmilson Costa (PCB): 1% (sem variação em uma semana)
- Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0 (sem variação em uma semana)
- Hertz Dias (PSTU): 0 (sem variação em uma semana)
- Em branco/nulo/nenhum: 6% (sem variação em uma semana)
- Indecisos: 4% (antes eram 3%).
No cenário com Marçal, Lula mantém os mesmos 39% das intenções de voto e o empate contra Flávio desaparece. Veja abaixo:
- Lula (PT): 39% (sem variação em uma semana)
- Flávio Bolsonaro (PL): 33% (de 32%)
- Escritor Augusto Cury (Avante): 5% (de 7%)
- Ronaldo Caiado (PSD): 4% (sem variação em uma semana)
- Renan Santos (Missão): 3% (de 4%)
- Pablo Marçal (PRTB): 2% (sem variação em uma semana)
- Romeu Zema (Novo): 2% (sem variação em uma semana)
- Samara Martins (UP): 1% (sem variação em uma semana)
- Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 1% (de 0%)
- Rui Costa Pimenta (PCO): 0 (sem variação em uma semana)
- Edmilson Costa (PCB): 0 (sem variação em uma semana)
- Clariana Barão (DC): 0 (sem variação em uma semana)
- Hertz Dias (PSTU): 0 (sem variação em uma semana)
- Em branco/nulo/nenhum: 6% (sem variação em uma semana)
- Indecisos: 3% (sem variação em uma semana).
Para um candidato ser eleito no primeiro turno, ele precisa ter 50% mais um dentre todos os votos válidos. Esse cálculo desconsidera, por exemplo, os ausentes e os votos em branco ou nulo. No momento, nenhum dos candidatos se aproxima desse patamar.
O presidente Lula tem 43% dos votos válidos no cenário sem Marçal e 42% no cenário com o influenciador. Flávio Bolsonaro tem 38% no cenário com Marçal e 37% sem o influenciador. Augusto Cury, 6% nos dois cenários. Caiado tem 4% dos dois cenários.
No cenário espontâneo, Lula tem 33% (uma melhora em relação aos 31% na última semana), Flávio Bolsonaro tem 25% (eram 22%) e Augusto Cury tem 3% (eram 5%). Jair Bolsonaro, que não concorrerá neste ano porque está preso e inelegível, teve 2% (foram 3% no último levantamento). Renan Santos teve 2% (mesmo porcentual da última pesquisa). Ronaldo Caiado teve 1% (mesmo porcentual do último levantamento).
75% dos brasileiros estão decididos sobre voto presidencial
Entre os que pretendem votar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 84% declaram que estão convictos. Já os que não vão mudar o voto no senador Flávio Bolsonaro (PL) são 81%.
Em comparação com a pesquisa anterior, divulgada no dia 3 de setembro, os eleitores convictos em geral eram 71%. Os que iriam votar com certeza em Lula eram 81%, e os que não mudariam em voto em Flávio eram 80%.
Já entre os eleitores do escritor Augusto Cury (Avante), 43% dizem que não mudariam o voto. Eram 50% na semana passada.
No caso do empresário Renan Santos (Missão), 58% estão convictos no voto. No último levantamento, o porcentual era de 35%.
Com os eleitores do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), 49% dizem que não mudam o voto. O porcentual oscilou dentro da margem de erro, visto que era de 50% na última pesquisa.